Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2013 |
Autor(a) principal: |
Costa, Cristiano Fleury de Azevedo |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-30012014-110957/
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Resumo: |
Usualmente a bataticultura no Brasil migra para novas áreas devido à alta ocorrência de doenças de solo, onde seu cultivo é realizado anualmente após a cultura do milho (Zea mays) com preparo de solo feito com grade aradora, implemento cujo uso frequente gera impedimentos físicos em subsuperfície. Atualmente, é limitado o esforço de pesquisa sobre sistemas sustentáveis baseados no baixo uso de insumos externos que minimizem impactos prejudiciais ao ambiente. Desse modo, o preparo profundo de solo em sucessão a poáceas, constitui uma alternativa viável a qual pode levar os produtores a manter altos níveis de produção e boa qualidade dos tubérculos, sem que seja necessária a mudança da área plantada. O presente estudo teve o objetivo de comparar dois sistemas de preparo de solo (preparo convencional e preparo profundo) para a cultura da batata (Solanum tuberosum L.) cv. Atlantic, em sucessão a poáceas, quanto aos atributos do solo, produtividade e dinâmica do crescimento da batateira. O experimento foi conduzido por um ano com inicio em setembro de 2011 em área do Departamento de Produção Vegetal, ESALQ/USP, situada na latitude 22°42\'09\'\' S e na longitude 47°38\'01\'\' W a 569 m de altitude. Foram estudadas quatro sucessões de poáceas com batata, sendo os tratamentos: T1: sucessão Panicum maximum cv. Tanzânia - batata, sob preparo profundo (Tanzânia PP), T2: sucessão Brachiaria brizantha cv. Marandu - batata, sob preparo profundo (Braquiária PP) e T3: sucessão milho (Zea mays cv. AG 6080) - batata, sob preparo profundo (Milho PP). Para efeito de comparação, foi utilizado como tratamento controle T4: a sucessão milho - batata em preparo convencional de solo (Milho PC), com uso de grade aradora a 0,20 m de profundidade antes do plantio. Para a análise estatística foi adotado o delineamento em blocos casualizados, com quatro tratamentos e seis repetições. As unidades experimentais foram constituídas por três linhas duplas de 10,0 m de comprimento. A linha dupla central teve 1,5 m de suas extremidades desconsideradas e os 7,0 m centrais, correspondente a 12,6 m² em área, definidos como unidade experimental útil ou unidade de observação. Foram avaliadas as características: produção de matéria seca da parte aérea das poáceas, resistência do solo à penetração, macroporosidade e densidade do solo, estande, número de hastes e sanidade da parte aérea da batateira, produtividade e danos aos tubérculos e dinâmica do crescimento. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância (ANOVA, p<=0,05). Posteriormente, as médias foram comparadas pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade de erro, pelos programas estatísticos SAS e Sisvar. O preparo profundo de solo, em relação ao preparo convencional, independentemente da poácea utilizada em sucessão promoveu melhorias nos atributos físicos do solo, nos horizontes entre 0,20 e 0,60 m, propiciando redução da resistência à penetração, aumento da macroporosidade e diminuição da densidade, incrementou em 35,9% a produtividade da cv. Atlantic e proporcionou maior acúmulo de MS em todos os órgãos da planta. |