Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Mauer, Sivan |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-10022021-132824/
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Resumo: |
Um conceito pertinente na avalição do curso dos transtornos do humor, e muitas vezes ignorado pela psiquiatria, é o conceito de temperamentos afetivos. Emil Kraepelin descreveu os quatro elementos básicos (depressivo, maníaco, ciclotímico e irritável), os quais ele considerava formas subclínicas e possíveis precursores dos transtornos afetivos, e que tinham raízes na adolescência. O conceito de temperamento afetivo foi perdido no século XX com o crescimento das teorias psicanalíticas, onde o conceito de personalidade era visto sob a lente psicológica ao invés de biológica. Baseado neste contexto, os objetivos principais deste estudo foram identificar e comparar a frequência dos três principais tipos de temperamento (distimia, hipertimia, ciclotimia), além da associação dos diagnósticos e os três tipos de temperamento. O estudo foi realizado com pacientes idosos diagnosticados com transtorno afetivo bipolar (TAB) e depressão maior, e em pacientes Controles. Para isto foram avaliados 22 casos de transtorno afetivo bipolar, 50 casos de depressão maior e 100 pacientes controles. Para este estudo foram usados os seguintes instrumentos de avaliação clínica: Mini Exame do Estado Mental, HAMD17, Hamilton para ansiedade, YMRS e TEMPS-A. Os pacientes do grupo com TAB apresentaram a maior incidência de hipertimia (59,1%), os pacientes com depressão maior apresentaram uma incidência maior também de hipertimia (48%). Em relação a análise de associação entre TAB e depressão maior e os três principais temperamentos, a medida usada foi o risco relativo (RR). Pacientes distímicos tiveram uma chance aumentada para o diagnóstico de TAB (RR=3,6, 95% IC 1,1-12,4), os pacientes hipertímicos apresentaram um RR estatisticamente significante, mas protetivo. Já os pacientes com depressão maior apresentaram uma chance maior de diagnóstico entre os pacientes ciclotímicos (RR=3,2, 95% IC 1,7-6,0) e uma chance menor entre os pacientes hipertímicos (RR=0,6, 95% IC 0,4-0,8). Foram analisadas as relações de alguns desfechos secundários (tentativa de suicídio, abuso na infância, abuso sexual e automutilação). Pode-se concluir neste estudo que sujeitos com temperamento ciclotímico tem um risco maior de serem diagnosticados tanto com TAB quanto com depressão maior, quando comparados aos Controles. Entretanto, pacientes com temperamento hipertímico possuem um risco diminuído de apresentarem diagnóstico de depressão maior |