Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Garcia, Teresinha Preis |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8146/tde-27092010-153452/
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Resumo: |
Apoiando-se em uma perspectiva enunciativa, este estudo busca investigar o funcionamento do sistema verbal das Línguas Francesa e Portuguesa do Brasil, com o objetivo de verificar a expressão do tempo passado, em produções textuais de um grupo de alunos de Letras da USP cursando o terceiro semestre de Língua Francesa. Vinte e um alunos selecionados produziram quatro textos cada um durante o semestre, totalizando oitenta e quatro textos que foram analisados. Com essa finalidade, iniciamos nossa pesquisa, apoiados pelos estudos da temporalidade, da expressão de tempo em narrativas midiáticas e da enunciação. Com os trabalhos de Imbs (1960), Benveniste (1966, 1974), Bronckart (1999), Charaudeau (1992) e Fiorin (2002), observamos que, embora o sistema verbal de ambas as línguas seja semelhante, há, entretanto, algumas diferenças marcantes em relação aos verbos que denotam pretérito. Os estudos enunciativos mostram-nos que o sistema temporal é bastante complexo, mas é coerente. Partimos do pressuposto de que se essa coerência é exposta e trabalhada com os aprendizes de francês, estes terão menos dificuldades na expressão do tempo em Língua Francesa. A expressão do tempo foi apresentada aos alunos a partir de uma abordagem enunciativa, e o gênero textual escolhido pelo docente para o ensino/aprendizagem da temporalidade foi o faits divers, narrativa midiática típica francesa. As narrativas, em geral, não seguem a sucessão natural dos acontecimentos, mas, de qualquer forma, são relatadas a partir do momento de enunciação (ME), instalado no texto pelo enunciador. A partir do ME, são marcados os momentos de referência presente, passado, futuro; e em relação a cada um deles, os acontecimentos podem ser concomitantes, anteriores ou posteriores. As análises efetuadas mostraram que o ensino/aprendizagem, a partir dos estudos enunciativos, faz com que os alunos percebam a não linearidade temporal, consigam marcá-la linguisticamente com tempos verbais e com expressões temporais e produzam narrativas temporalmente coerentes. |