Caracterização molecular, susceptibilidade a antifúngicos e virulência de isolados clínicos de Cryptococcus spp

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Barião, Patrícia Helena Grizante
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60141/tde-04092019-142855/
Resumo: A criptococose é uma infecção fúngica causada principalmente pelas leveduras encapsuladas C. neoformans e C. gattii. Entretanto, C. laurentii vem emergindo como agente causador desta infecção que acomente tanto indivíduos imunocomprometidos quanto indivíduos imunocompetentes. Com o aumento de indivíduos portadores do HIV/AIDS, o número de casos de criptococose vem aumentando. Portanto, o isolamento e a identificação correta das espécies são essenciais para o entendimento dos diferentes casos de criptococose. O objetivo do presente estudo foi estudar as características moleculares e fenotípicas dos isolados clínicos de pacientes com criptococose oriundos do HCFMRP-USP. Foram estudados 80 casos de criptococose onde foram identificados 132 isolados clínicos de Cryptococcus spp. os quais representam uma amostragem retrospectiva por conveniência do período 2012 a 2017. Destes isolados clínicos, 113 foram identificados como C. neoformans, sendo a maioria VNI e 6 VNII, 16 C. gattii VGII e 3 C. laurentii. Entre os casos clínicos, 52 são pacientes sorotipo HIV positivo, 23 pacientes sorotipo HIV negativo e 5 pacientes em que o sorotipo HIV não foi determinado. Foram observados 3 pacientes sorotipo HIV negativo com ausência de doença subjacente que justificasse o desenvolvimento da criptococose. Nestes, as espécies isoladas foram C. neoformans VNI e C. gattii VGII. Quanto aos fatores de virulência cápsula polissacarídica e melanina, a porcentagem linear da cápsula polissacarídica dos isolados clínicos C. neoformans e C. gattii foram semelhantes C. laurentii não apresentou cápsula polissacarídica. Entretanto, ao comparar os isolados clínicos considerando o sorotipo HIV do paciente, a porcentagem linear da cápsula polissacarídica dos isolados clínicos de pacientes sorotipo HIV positivo foi maior. Todos os isolados clínicos foram produtores de melanina, porém com diferentes intensidades. A virulência dos isolados clínicos C. neoformans em larvas de G. mellonella foi considerada maior em comparação a C. gattii e C. laurentii. Todos os isolados clínicos foram sensíveis a anfotericina B e ao voriconazol. Para o itraconazol (ITR) foram observados isolados clínicos com Sensibilidade Dose Dependente (SDD), sendo 8 C. neoformans, 7 C. gattii e 1 C. laurentii. Para fluconazol (FLU) também foram observados isolados clínicos com SDD, sendo 1 C. neoformans e 2 C. gattii. Esse perfil foi observado para os tipos moleculares VNI e VGII. Já para 5-flucitosina (5-FC) apenas os isolados clínicos C. laurentii apresentaram resistência. A susceptibilidade entre os isolados clínicos considerando o sorotipo HIV dos pacientes mostrou que ambos sorotipos apresentaram isolados clínicos com SDD para ITR; paciente sorotipo HIV positivo apresentou isolado clínico com SDD para FLU e paciente HIV negativo apresentou 1 isolado clínico com resistência a 5-FC. Portanto, constatamos neste trabalho que não houveram diferenças distintas ao correlacionar os fatores de virulência e a virulência em G. mellonella entre os isolados clínicos estudados. Além disso, a maioria dos isolados clínicos foi sensível aos antifúngicos utilizados na clínica