Desempenho respiratório na transição feto-neonatal de cães nascidos em eutocia vaginal ou cesariana eletiva

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Abreu, Renata Azevedo de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10131/tde-03052019-121350/
Resumo: O sucesso da adaptação imediata para a vida extrauterina depende da apropriada função pulmonar. Em neonatologia humana, é estabelecido que a cesariana eletiva aumenta o risco de angústia respiratória, como resultado da reduzida remoção do fluido pulmonar. Neste contexto, este estudo objetivou avaliar a influência da condição obstétrica no desempenho respiratório dos recém-nascidos caninos no período de transição, em especial os fatores que determinam a remoção do fluido pulmonar. Para tal, foram selecionadas 20 fêmeas caninas e 37 neonatos, os quais constituíram dois grupos, de acordo com a condição obstétrica: Eutocia Vaginal (n=10 parturientes; n= 17 neonatos) e Cesariana Eletiva (n= 10 parturientes; n= 20 neonatos). A avaliação materna consistiu na dosagem sérica de cortisol e catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) em momentos pontuais no pré, intra e pós-parto. Os neonatos foram avaliados por meio do escore de vitalidade neonatal, bem como avaliação das frequências cardíaca e respiratória, aferição da temperatura corpórea e peso corporal, avaliação hemogasométrica venosa, dosagem sérica de cortisol e catecolaminas, lactatemia, glicemia, oximetria de pulso e avaliação radiográfica pulmonar em momentos pontuais no decorrer das primeiras 24 horas de vida. Adicionalmente, foi avaliado a composição eletrolítica e a concentração de cortisol no líquido amniótico de cada filhote. O parto vaginal determinou menor estresse materno, porém, maior concentração de cortisol no líquido amniótico e soro sanguíneo dos filhotes, contribuindo para melhor adaptação cardiorrespiratória e metabólica. Por outro lado, a cesariana eletiva resultou em maior estresse materno, contrariamente ao perfil hormonal dos filhotes e retardou a remoção do fluido pulmonar, resultando em hipoxemia mais severa, além de dificultar a resposta compensatória ao desequilíbrio ácido-básico sanguíneo e termorregulação. Em conclusão, a condição obstétrica impõe diferenças na adaptação pulmonar, interferindo no desempenho respiratório de cães no período de transição feto-neonatal.