Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
1998 |
Autor(a) principal: |
Roel, Antonia Railda |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11146/tde-20210104-200442/
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Resumo: |
Neste trabalho, foi avaliado, em condições de laboratório, o efeito de diferentes concentrações (peso/volume) de extratos orgânicos (não aquosos) de folhas e ramos de Trichilia pallida em relação à lagarta-do-cartucho Spodoptera frugiperda. Inicialmente, foram testados os extratos acetônico e metanólico nas concentrações de 0,008% a 1% impregnados em folhas de milho, constatando-se, com base na mortalidade larval até os 10 dias e no TL50, que os extratos acetônicos de folhas e de ramos e o extrato metanólico de ramos apresentaram maior atividade que o extrato metanólico de folhas. Empregando a mesma metodologia, foram testadas as partições acetato de etila e hexânica obtidas do extrato acetônico, selecionando-se o acetato de etila (folhas mais ramos) como o mais efetivo, para utilização nos demais experimentos. A seguir, foi determinado o efeito de diversas concentrações (0,0001%; 0,0008%; 0,006%; 0,05%; 0,4% e 3%) desse extrato impregnado em folhas de milho utilizadas para alimentar lagartas com 1 e 10 dias de idade e em tratamento tópico (1µL por lagarta com 10 dias), avaliando-se a duração e viabilidade das fases larval e pupal e o peso de pupas. Foi também testado o efeito do extrato a 0,001% sobre lagartas alimentadas com folhas dos genótipos Zapalote Chico, CMS 14C e ESALQ-PB-4 (considerados resistentes à referida praga) e do genótipo suscetível Piranão, avaliando-se os mesmos parâmetros do experimento anterior, além do peso larval. Finalmente, foi avaliada a persistência do extrato a 2%, pulverizado em plantas de milho há 7, 3 e 1 dias, antes do início do fornecimento das folhas a lagartas com 1 e 10 dias de idade, determinando-se a mortalidade, peso e ínstar das lagartas sobreviventes após 10 dias. Com base nos resultados obtidos, verificou-se que o extrato causou mortalidade larval de 100% em concentração igualou superior a 0,05%; afetou a sobrevivência e desenvolvimento do inseto em concentrações de 0,001 % a 0,006% e não provocou qualquer efeito em concentração igualou inferior a 0,0001%; a aplicação tópica do extrato não provocou qualquer efeito sobre o desenvolvimento larval, mesmo na concentração de 3%; os genótipos considerados resistentes, quando comparados ao suscetível, reduziram o peso pupal, mas não afetaram o peso larval e a duração e viabilidade das fases larval e pupal do inseto; lagartas alimentadas desde a eclosão com folhas tratadas com o extrato foram mais afetadas que aquelas alimentadas a partir dos 10 dias; o extrato pulverizado em plantas de milho há 1, 3 e 7 dias antes do início do fornecimento das folhas às lagartas, provocou efeitos adversos na sobrevivência e desenvolvimento do inseto, sendo a intensidade destes efeitos decrescente com o tempo de aplicação. |