Corpo, fragmento e movimento em Historia de una mujer que caminó por la vida con zapatos de diseñador, de Margo Glantz

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Caldeira, Fernanda Neves Lôbo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8145/tde-14042021-173402/
Resumo: O presente trabalho propõe uma leitura do livro da escritora mexicana Margo Glantz, Historia de una mujer que caminó por la vida con zapatos de diseñador , publicado em 2005. O texto, de difícil classificação no que toca ao gênero discursivo, reúne características de categorias textuais diversas, entre as quais se destacam a autobiografia, a autoficção e o ensaio. As fronteiras de gênero textual, de voz enunciativa e, mesmo, as fronteiras identitárias são imprecisas. Neste livro, reunião de relatos e fragmentos, a personagem principal, Nora García, é uma intelectual que narra episódios em uma primeira pessoa instável. Proponho que três elementos podem ser destacados de maneira transversal na busca de sentido destes relatos: o corpo, a fragmentação e o movimento. Assim, no primeiro momento, analiso as estratégias de representação do corpo, que não pode contornar o fato de ser um corpo feminino e, ato contínuo, de produzir um texto a partir dessa sensibilidade. No segundo momento, com base principalmente na obra crítica de Margo Glantz, investigo o papel da fragmentação do texto e do corpo feminino, que ela considera mutilado (literária e socialmente). No terceiro momento, observo o papel das viagens e do deslocamento de Nora García de maneira geral, bem como suas relações com a fragmentação do texto e do corpo analisadas anteriormente. Tomo, portanto, conceitos de corpo, fragmentação e deslocamento para analisar como, na falta de pertencimento subjetivo e formal, Margo Glantz constrói abrigos efêmeros de corpo e de palavras.