Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
1972 |
Autor(a) principal: |
Santos, Avany Correa |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/0/tde-20240301-144410/
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Resumo: |
O presente estudo refere-se aos hábitos de consumo alimentar do escolar. Visando aplicar a teoria da diferenciação no estudo dos hábitos alimentares tenta verificar a possibilidade dos indicadores sociais da família, predizer a complexidade do consumo de alimentos pelo escolar. O trabalho pretende também desenvolver uma escala de alimentos, indicando níveis diferentes de complexidade e, ao mesmo tempo, situando o escolar no seu próprio nível A pesquisa foi levada a efeito na cidade de Piracicaba, com uma amostra de 202 crianças em idade escolar frequentando o 1º ano do curso básico. Utilizou-se um inquérito de consumo alimentar qualitativo, recorrendo-se ao método recordatório de 24 horas. Os dados referentes ao consumo alimentar foram analisados de acordo com a técnica de Guttman. Elaborou-se uma escala de alimentos com seis níveis, cujo coeficiente de escalonamento 0,82 está bem acima do limite mínimo recomendado de 0,65. A presença duma escala de alimentos indica que um padrão de dieta existe e que se desenvolve do simples para o complexo. Os três primeiros níveis da escala alimentar formam a dieta básica: arroz, pão, massas, feijão e proteína animal - com exclusão do leite. Os três níveis seguintes, indicam Índices crescentes de complexidade; leite, manteiga e hortaliças. A escala alimentar teorizada como indicador de complexidade dietética correlacionou bem com outros indicadores de complexidade da vida familiar. A escala de alimentos correlacionou com o padrão da família, fatores socioeconômicos, conhecimento da mãe sobre nutrição e complexidade das refeições. As famílias dos escolares situados nos níveis mais elevados de complexidade dietética parecem ser menores, terem mais anos de educação formal, ocupação mais elevada e renda mais alta do que aquelas com modo de vida mais simples. É importante para os educadores em Nutrição saber como e em que direção o consumo dietético está mudando em determinadas áreas. Ao planejar programas de educação nutricional ou tentar melhorar a dieta local através de programas de enriquecimentos de alimentos ou introdução de novos, a existência dessa tendência na mudança da estrutura alimentar deve ser levada em consideração. Os objetivos propostos no início deste estudo foram alcançados. |