Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Cano, Isadora Prado |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25146/tde-06032023-171228/
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Resumo: |
Os objetivos desta pesquisa foram determinar se as etapas da confecção de próteses fixas dentossuportadas causam alteração de marcadores inflamatórios do fluido crevicular e reações periodontais clinicamente relevantes. Além disso, analisar se o bloqueio farmacológico do sistema renina-angiotensina (SRA) em pacientes hipertensos influencia a reação periodontal e a secreção salivar. A amostra foi constituída de 26 pacientes que necessitavam de restaurar pré-molares com coroas totais metalocerâmicas unitárias. Foram divididos em dois grupos: o controle, com pacientes normotensos e sistemicamente saudáveis (n=17) e o grupo tratamento (n=9), de pacientes hipertensos sob tratamento com drogas antagonistas de receptores AT1 da angiotensina II ou drogas inibidoras da enzima conversora de angiotensina. A presença de citocinas pró e anti-inflamatórias no fluido crevicular foi avaliada em diferentes fases dos procedimentos clínicos em: 1) 30 dias após raspagem corono-radicular, 2) 2 dias e 3) 15 dias após a instalação das coroas provisórias, 4) 2 dias, 5) 15 dias e, 6) 6 meses após a cimentação das coroas metalocerâmicas. Também foram avaliadas profundidade de sondagem, nível de inserção clínica, quantidade e espessura de mucosa ceratinizada. Todas as avaliações foram realizadas nos pré-molares contralaterais que serviram como controle do próprio paciente (foram nomeados como hígidos). A salivação foi avaliada por mensuração dos fluxos salivares estimulado (FSE) e não estimulado (FSNE) no primeiro dia de atendimento, sem intervenções clínicas. Das amostras de FSE foram dosadas as proteínas totais da saliva. A quantificação de cada citocina foi registrada por média e desvio padrão, verificando-se a normalidade dos dados. A análise estatística mais apropriada para cada situação foi aplicada, considerando o nível de significância de 5% em todos os testes. Os resultados mostraram que a instalação de coroas protéticas causa aumento da quantidade de proteínas totais e de citocinas inflamatórias [interleucina (IL)-1, IL-6] quando se compararam os dentes pilares com os respectivos dentes hígidos. O fator TEMPO reduziu a expressão de IL-4 (anti-inflamatória), Fator de Crescimento Endotelial Vascular (VEGF) e IL-8 (pró-inflamatórias), mas também aumentou a expressão de IL-10 (anti-inflamatória). Comparando-se as medidas clínicas, notou-se que o dente pilar do grupo tratamento teve menor profundidade de sondagem, menor margem de gengiva queratinizada e a expressão de citocinas pró-inflamatórias foi atrasada (IL-1) e atenuada (RANTES). O FSE foi semelhante entre os grupos, enquanto o FSNE apresentou tendência de redução no grupo que faz uso de anti-hipertensivos; porém a diferença não foi estatisticamente significativa (p = 0,067). Quanto à proteína total na saliva, não houve diferença entre os grupos. Concluiu-se que o tratamento reabilitador com coroa metalocerâmica alterou moderadamente a expressão de citocinas pró e anti-inflamatórias do fluido crevicular com marcadores já relacionados à gengivite, sem alterações importantes dos vinculadas à periodontite depois de 6 meses de sua cimentação. O bloqueio do SRA demonstrou sinais clínicos e bioquímicos da inflamação atenuados e atrasados no pilar reabilitado. Além disso, há indícios de que o fluxo salivar não estimulado esteja reduzido em pacientes que fazem uso de anti-hipertensivos atuantes no SRA. |