Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Hoffmann, Lucas Barbosa |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42136/tde-20022019-094440/
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Resumo: |
É crescente o interesse nos efeitos que o ambiente parental exerce sobre o fenótipo da prole, a chamada herança epigenética. Tem sido mostrado que essa herança ocorre especialmente para efeitos de plasticidade do desenvolvimento, os quais derivam de alteração ambiental durante o desenvolvimento parental. Dentre os estudados realizados em camundongos, várias estratégias ambientais foram abordadas, como o estresse durante a infância e o enriquecimento ambiental, com a avaliação da prole em relação a parâmetros comportamentais, fisiológicos e moleculares. De modo a estudar o fenômeno, o presente trabalho investigou, em camundongos Swiss machos, os efeitos de um estresse durante a infância, a Privação Materna em PND 9, com avaliação de comportamentos exploratório (Campo Aberto), do tipo ansioso (Labirinto em Cruz Elevado), depressivo (Nado Forçado) e relacionados ao álcool (Condicionamento Condicionado por Lugar e Sensibilização Comportamental), e, numa outra abordagem, do Enriquecimento Ambiental do desmame (PND 21) à idade adulta (PND 70), com avaliação de parâmetros fisiológicos diversos (peso corporal, de depósito de gordura, de baço e glândulas adrenais) e comportamentos exploratório (Campo Aberto), memória espacial (Labirinto de Barnes), dominância social (Tubo de Dominância Social), atratividade (Teste de Escolha de Parceiro), além de avaliação de corticosterona plasmática e BDNF hipocampal. A privação materna não promoveu diferenças para os parâmetros comportamentais avaliados. Optou-se pela utilização do paradigma do Enriquecimento Ambiental para investigação dos efeitos sobre o fenótipo da prole (machos e fêmeas). Foram observados nos filhotes machos resultados comportamentais opostos aos apresentados pela geração paterna. Porém, quando os filhos foram expostos a um período breve de enriquecimento durante a idade adulta, essas diferenças não foram mais encontradas. Portanto, conclui-se que o enriquecimento ambiental paterno foi capaz de gerar efeitos na prole, tornando os filhotes machos menos adaptados ao ambiente não enriquecido. |