Monócitos provenientes de indivíduos obesos se diferenciam em osteoclastos maiores e com menor expressão do receptor CMKLR1 in vitro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Xavier, Thaís Aparecida
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58135/tde-04102022-084623/
Resumo: A obesidade é uma doença representada por aumento excessivo de tecido adiposo e que constitui fator de risco para diversas patologias. A respeito da saúde óssea, trabalhos prévios sugerem que a obesidade pode exercer efeito tanto protetor quanto negativo à microarquitetura dos ossos. A quemerina, uma citocina produzida pelo tecido adiposo, pode ser a ligação entre obesidade e o metabolismo ósseo alterado. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a osteoclastogênese de monócitos de indivíduos obesos e controles, in vitro, bem como o efeito da quemerina sobre esse processo. Para isso, para os grupos analisados (obesidade, n=10, e controle, n=10), foram dosadas as concentrações séricas de quemererina e realizadas culturas com os monócitos CD14+ estimulados com M-CSF e RANKL para induzir a diferenciação de osteoclastos. Uma parte das amostras celulares foi ainda exposta à quemerina e, após a diferenciação celular, avaliaram-se número e área de osteoclastos formados. Foi também avaliada a expressão relativa de genes associados à diferenciação e atividade celular, NFATc1 e CTSK, e dos receptores da quemerina, CMKLR1, CCRL2 e GPR1. Os resultados demonstraram haver maior concentração sérica de quemerina no grupo obesidade (p<0,05). Nos experimentos in vitro, houve um número menor de osteoclastos formados no grupo obesidade (p<0,05, com e sem adição de quemerina), sem diferença estatisticamente significante quanto à área de osteoclastos formados. Verificou-se que as expressões de NFATc1 e CTSK não foram alteradas em indivíduos obesos ou com a exposição à quemerina. No grupo obesidade, observou-se uma menor expressão relativa do gene CMKLR1 (p<0,05, com e sem adição de quemerina), enquanto a expressão do CCRL2 foi semelhante entre os grupos e do GPR1 não foi detectada em nenhuma das amostras. Com base nos dados deste estudo, conclui-se que, além de apresentarem maior exposição sistêmica à quemerina, indivíduos obesos podem apresentar diferenciação de osteoclastos maiores e menor expressão do gene CMKLR1 em comparação a indivíduos controles.