Fatores de risco e de proteção para doenças crônicas não transmissíveis na Polícia Militar do Estado de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Gonçalves, Tiago Carnevale
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-18112019-103304/
Resumo: A Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) conta com um efetivo de aproximadamente 82,5 mil policiais, homens e mulheres, responsáveis pelo policiamento ostensivo e preventivo, bem como pelas atividades do corpo de bombeiros. Seus profissionais cumprem escalas de serviço diuturnas, dependendo da função exercida na instituição. Evidências apontam que as jornadas de turno, principalmente as noturnas, são importantes fatores de risco para diversos tipos de doenças. Considerando também a carga de estresse e o alto risco da profissão policial, esse tipo de atividade também está associado com doenças importantes, como o estresse pós-traumático, síndrome de burnout e às doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), tais como as doenças cardiovasculares (DCV), síndrome metabólica, hipertensão arterial sistêmica (HAS) e alguns tipos de câncer, tidas como as principais causas de morte na atualidade. Diante disso, o objetivo desse trabalho foi estimar a prevalência dos principais fatores associados às DCNT na PMESP, por meio de um inquérito de saúde distribuído para policiais e bombeiros do município de São Paulo. Os resultados obtidos mostraram que policiais e bombeiros apresentam alta prevalência de sobrepeso e obesidade, sendo estes fatores de risco para a hipertensão arterial, diabetes e dislipidemias. A prática de atividade física foi identificada como fator protetor contra os conjuntos destas morbidades. Por fim, foi verificado que a existência prévia de morbidades crônicas apresenta associação com a depressão.