Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Caribé, Pérola Michelle de Vasconcelos |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-16042019-160825/
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Resumo: |
INTRODUÇÃO: A premissa da relação entre o processo aterosclerótico da doença arterial coronária e a doença periodontal é o processo imunoinflamatório, que provoca aumento significativo da concentração sérica de lectina ligadora de manose. Essa proteína é parte da imunidade inata e possui a capacidade de ligar-se aos resíduos de manose comuns a vários patógenos. Estudos em animais também mostraram que o aumento da concentração sérica de sirtuína-1 associou-se com redução da inflamação. Evidências indicam que a sirtuína-1 desempenha um importante papel na proteção vascular e está associada ao envelhecimento. OBJETIVOS: Esse estudo analisou a influência do tratamento não cirúrgico da doença periodontal na concentração sérica de lectina ligadora de manose e de sirtuína-1 em pacientes com doença periodontal e doença arterial coronária. MÉTODOS: Foram avaliados 78 pacientes, 38 mulheres e 40 homens, média de idade de 58 ± 8 anos, distribuídos em 4 grupos: 20 indivíduos saudáveis (grupo 1), 18 pacientes com doença aterosclerótica e isentos da doença periodontal (grupo 2), 20 pacientes com doença periodontal e isentos de doença arterial coronária (grupo 3) e 20 pacientes com doença aterosclerótica e doença periodontal (grupo 4). Foi realizada coleta de sangue periférico no início e no final do tratamento da doença periodontal. RESULTADOS: Observou-se uma correlação negativa entre a variação de concentração de lectina ligadora de manose e a concentração de sirtuína-1 (r = -0,30; p = 0,006). Os pacientes que receberam tratamento para a doença periodontal tiveram aumento da concentração sérica de sirtuína-1 (1,06 ± 1,03 vs. 1,66 ± 1,64 ng/mL; p < 0,001) e redução da concentração sérica da lectina ligadora de manose (1099,35 ± 916,59 vs. 861,42 ± 724,82 ng/mL; p < 0,001) quando comparamos os momentos inicial e final do estudo. Observou-se redução na concentração sérica da lectina ligadora de manose e aumento da sirtuína-1 nos grupos 3 e 4. A lectina ligadora de manose reduziu no grupo 3 de 886,27 ± 906,72 ng/mL para 689,94 ± 808,36 ng/mL (p = 0,003) e no grupo 4 de 1.312,43 ± 898,21 ng/mL para 1.032,90 ± 602,52 ng/mL (p = 0,010). A sirtuína-1 aumentou no grupo 3 de 0,80 ± 1,01 ng/mL para 1,49 ± 1,55 ng/mL (p = 0,005) e no grupo 4 de 1,32 ± 1,00 ng/mL para 1,82 ± 1,75 ng/mL (p = 0,044). CONCLUSÃO: O tratamento periodontal, além da redução de processos infecciosos locais, promove a redução da concentração sérica de lectina ligadora de manose e aumento da concentração sérica da sirtuína-1. Porém, estudos prospectivos serão necessários para avaliar o impacto das alterações séricas dessas proteínas como biomarcadores na incidência e no prognóstigo da doença arterial coronária |