Consumo de produtos lácteos informais, um perigo para a saúde pública. Estudo dos fatores relacionados a esse consumo no município de Jacareí - SP

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2005
Autor(a) principal: Sousa, Danielle Daher Pereira de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10134/tde-01112006-125213/
Resumo: Com o objetivo de estabelecer associações entre as características dos consumidores de produtos lácteos com a preferência pelo produto lácteo formal ou informal, as razões para essa preferência, o hábito de fervura do leite dentre os consumidores de informal, os principais produtos lácteos consumidos, o conhecimento sobre as doenças transmitidas pelo leite e derivados e o significado do carimbo do Serviço de Inspeção, para que pudessem servir de base para ações futuras de intervenção para a redução do consumo de informais, realizou-se um levantamento utilizando um questionário semi-estruturado, com 29 questões, aplicado a 465 consumidores em diferentes pontos comerciais do município de Jacareí, no período de novembro de 2004 a fevereiro de 2005. Os resultados mostraram associação entre o consumo do produto informal e as características: sexo masculino, local de moradia zona rural, renda familiar acima de R$ 1.040,00, mais de 4 pessoas morando no domicílio, compra de ambulantes, compra na zona rural e o conhecimento sobre a possibilidade do produto lácteo poder causar doenças. Associada ao consumo de produtos formais esteve apenas a variável compra em supermercado.Os produtos lácteos informais mais consumidos foram o leite fluido, queijo minas frescal, manteiga e iogurte. Dos consumidores de leite fluido 7,4% consomem leite informal sem ferver. As principais razões para o consumo do informal foram: ser mais puro, mais fresco, mais barato, mais forte, ter confiança em quem vende o produto, não ter diferença do industrializado, ser mais saudável e mais saboroso. Para os derivados formais, obteve-se primeiro a praticidade, seguida pela segurança ou procedência, higiene, não encontrarem do produtor, ser tratado ou testado, o costume, o sabor e o preço. Aproximadamente 17% dos consumidores alegaram procurar pelos carimbos da Inspeção na embalagem ao comprar leite ou derivados, no entanto nenhum consumidor se lembrou dos carimbos quando perguntados o que observavam na embalagem no ato da compra de produtos industrializados. Os meios de divulgação de informação escolhidos, em ordem de freqüência, foram: TV, rádio e através das escolas do ensino fundamental. Conclui-se que o consumo de produto lácteo informal independe de qualquer das variáveis estudadas, embora haja maior freqüência de consumo de informais entre homens, entre as pessoas que moram na zona rural, famílias com renda mais alta, maior número de pessoas por domicílio, quando há compra de ambulantes ou na zona rural e entre as pessoas que alegam ter conhecimento de que o leite transmite doenças; 7,4% dos entrevistados estão expostos ao risco de contrair alguma zoonose ou outra doença pelo consumo de leite cru sem ferver. A população precisa ser esclarecida sobre as reais diferenças entre os produtos industrializados e os informais, bem como sobre os órgãos que atestam a qualidade dos alimentos. A redução do risco será alcançada quando governo e indústria trabalharem, sistemática e continuamente, para mudar paradigmas e motivar mudança de hábitos