Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Lucena, Bruno Melo Nobrega de |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5150/tde-27082021-094046/
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Resumo: |
Introdução: Tomografia computadorizada de tórax é o padrão-ouro em imagens torácicas, mas em pacientes críticos seu uso requer transporte com necessidade de monitorização, radiação e custos. Ultrassonografia pulmonar mostra-se como um método promissor para diagnosticar patologias pulmonares em terapia intensiva, sendo possível ser realizada pelos médicos intensivistas e sem as desvantagens intrínsecas à tomografia computadorizada de tórax. O objetivo desse estudo é comparar imagens e intervenções guiadas por esses dois métodos. Metodologia: Estudo prospectivo, intervencionista e realizado em duas unidades de terapia intensiva somando 27 leitos de março de 2017 a fevereiro de 2020 e com 102 pacientes incluídos. Ultrassonografia pulmonar foi realizada após a solicitação da tomografia computadorizada de tórax e antes desse exame ser realizado. As indicações para a tomografia foram agrupadas em 5 grupos previamente estabelecidos: 1) investigação de insuficiência respiratória; 2) diagnóstico infeccioso; 3) tromboembolismo pulmonar; 4) derrame pleural e 5) outros. A indicação para solicitação de tomografia computadorizada de tórax e história clínica era analisada pelo médico que realizou a ultrassonografia e os padrões de imagem foram descritos dividindo cada hemitórax em 6 áreas. Ao final, era proposto uma intervenção entre 10 previamente estabelecidas: 1) início ou mudança de antibiótico; 2) aumento de pressão expiratória positiva final (PEEP); 3) recrutamento alveolar; 4) balanço hídrico negativo; 5) drenagem pleural unilateral; 6) drenagem pleural bilateral; 7) solicitação de exame adicional; 8) outra intervenção; 9) ajuste ventilatório e 10) sem mudança de conduta; de maneira cega ao time local da terapia intensiva. Após a realização da tomografia computadorizado de tórax, usando as mesmas áreas da ultrassonografia pulmonar, foi comparado a concordância entre as síndromes imaginológicas observadas nos dois métodos e na intervenção proposta e a realizada pela equipe da terapia intensiva. Resultados: A concordância entre as intervenções sugeridas pela ultrassonografia e realizadas após a tomografia e entre os padrões de imagem dos dois métodos, usando um intervalo de confiança de 95%, foram respectivamente 88,9% (CI =72,9%; 96,4%) e 50,8% (CI = 47,92% -53,66%). Conclusão: A ultrassonografia pulmonar é um método confiável para propor intervenções com uma moderada concordância entre os padrões de imagem quando comparada com a tomografia computadorizada de tórax |