Detalhes bibliográficos
| Ano de defesa: |
2020 |
| Autor(a) principal: |
Silva, Taíz Francine Brasil da |
| Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
| Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
| Tipo de documento: |
Tese
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| Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
| Idioma: |
por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: |
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| Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-02122020-120427/
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Resumo: |
A regulação do sistema cardiovascular engloba diferentes mecanismos, de curto e longo prazo, cuja função é manter os parâmetros cardiovasculares dentro de uma estreita faixa de variação, mesmo frente a situações que desafiam a homeostase do organismo. O sistema renina-angiotensina (SRA) participa desta regulação e está envolvido no controle cardiovascular e no equilíbrio hidroeletrolítico, além de estar relacionado à hipertensão. O modelo de estresse de restrição (ER) foi padronizado na literatura como uma situação aversiva capaz de promover aumento sustentado da pressão arterial, frequência cardíaca e estimulação do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA). Estudos demonstraram que situações aversivas levam ao aumento de angiotensina circulante, além de aumentar os níveis centrais deste peptídeo e expressão de receptores AT1, em estruturas do sistema nervoso central (SNC) relacionadas ao estresse. Estímulos estressores estão associados à modulação do sistema nervoso autônomo (SNA) simpático e parassimpático e, consequentemente, do barorreflexo, sendo que alterações nesse mecanismo de ajuste estão diretamente relacionadas à gênese e desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A análise da variabilidade da frequência cardíaca (HRV) constitui outra importante ferramenta para avaliar a atividade do SNA. Além disso, estudos sugerem que estímulos estressores são capazes de ocasionar lesão celular com consequente aumento da liberação de enzimas citosólicas para a circulação. Baseado nessas informações pode-se levantar a hipótese que o SRA desempenhe um importante papel na modulação das alterações autonômicas, neuroendócrina e funcionais observadas em resposta a estímulos estressores, em particular o ER. O pré-tratamento intravenoso de ratos com lisinopril, inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA), reduziu as respostas pressora e taquicárdica desencadeadas pelo ER; em contrapartida, a dose de 1 mg/kg de lisinopril potencializou a resposta taquicárdica evocada pelo ER. Adicionalmente, a administração de losartan, antagonista seletivo para o receptor AT1, reduziu as respostas pressora e taquicárdica ocasionadas por esta situação aversiva. Os pré-tratamentos com losartan (1 mg/kg) e lisinopril (0,3 mg/kg) não alteraram a pressão arterial sistólica (PAS), a variabilidade da PAS, o intervalo de pulso (IP) e a variabilidade do IP. Apenas o pré-tratamento com lisinopril 0,3 mg/kg aumentou a potência de banda de low frequence (LF) do espectro da PAS após o tratamento sem afetar o LF durante o ER. O pré-tratamento com lisinopril 0,3 mg/kg aumentou a potência de banda de LF do espectro do IP na terceira hora do ER. O pré-tratamento com losartan 1 mg/kg, por sua vez, aumentou a potência de banda de high frequence (HF) e reduziu a LF em unidades normalizadas (u.n.) e a razão LF/HF do espectro do IP na primeira hora do ER. Com relação à sensibilidade do barorreflexo (SBR), os pré-tratamentos com losartan (1 mg/kg) e lisinopril (0,3 mg/kg) não alteraram o ganho das sequências barorreflexas totais, das sequências UP e DOWN. No entanto, o pré-tratamento com losartan 1 mg/kg reduziu o índice de efetividade do barorreflexo (BEI) das sequências totais na terceira hora do ER, sem afetar o BEI das sequências UP e DOWN. Estes resultados indicam que: (1) a Ang-II, via receptor AT1, desempenha uma influência facilitatória sobre a resposta cardiovascular causada pelo ER; (2) a Ang-II facilita a ativação simpática e reduz a atividade parassimpática frente ao ER; (3) a Ang-II favorece a ativação do barorreflexo durante o ER e (4) a Ang-II, via receptor AT1 favorece a liberação de corticosterona frente à esse modelo de estresse. Sendo assim, o prejuízo na síntese de Ang-II, bem como o antagonismo de receptores AT1 podem constituir uma estratégia farmacológica importante para melhorar as consequências desencadeadas pelo ER. |