Verificação das viabilidades ambiental e econômica de rotas alternativas para produção de água potável em regiões com potencial para escassez hídrica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Leal, Milena Lemos Pithon Neri
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-28042021-111721/
Resumo: Este estudo investigou o desempenho ambiental e econômico de rotas alternativas para a produção de água potável. Foram escolhidas duas regiões representativas da situação de escassez no Brasil, Região Metropolitana de São Paulo e a Região Metropolitana de Fortaleza. A avaliação foi realizada por comparação com resultados obtidos para tecnologias bem definidas para ambas as situações. No Condição 1, referente a Região Metropolitana de São Paulo, as rotas escolhidas para a análise foram o reúso potável direto e a importação de água do Sistema São Lourenço. Para o Condição 2, referente a Região Metropolitana de Fortaleza, as rotas estudadas foram reúso potável direto e a dessalinização de água do mar. A verificação de desempenho ambiental para as duas condições ocorreu por avaliação de ciclo de vida atribucional com enfoque de \'berço ao portão\', para as categorias de impacto de demanda primária de energia (DPE), potencial de aquecimento global (PAG), Depleção Hídrica (DH) e ecotoxicidade aquática (EA). O fluxo de referência (RF) foi fixado em 1.0 m3 de água potável em condição de consumo. Foi, também, realizada uma análise de desempenho econômico com objetivo de determinar o valor do metro cúbico de água para cada um dos arranjos dos estudos de caso. Nesta etapa do estudo os custos de implantação das unidades, bem como de operação foram avaliados, levando em consideração a atualização temporal dos dados e o tempo de vida útil das unidades de 20 anos. Os resultados obtidos sugerem que a rota de reúso potável direto se apresenta como melhor alternativa para ambos as Condições. Esse resultado está relacionado ao fato deste método apresentar melhor desempenho ambiental e econômico sobre os demais arranjos analisados. Na condição 1, apresentando um Índice Único Ambiental Normalizado de 1,00 para o arranjo de reúso potável direto e 17,5 para a importação de água. Para a segunda condição, esse índice foi de 1,00 para o R$ 2,22 e R$ 7,47 para as rotas de reúso potável direto e importação de água, respectivamente. Na Condição 2 esse resultado é de R$ 1,40 e R$ 3,60 para as rotas de reúso potável direto e dessalinização, respectivamente. Os resultados obtidos por esta análise são decisivos para se atingir objetivos maiores a que se dedica a presente investigação: de ser capaz de propor arranjos ótimos de abastecimento que associem o reúso potável com técnicas regulares de tratamento de água para conglomerados urbanos brasileiros sob os pontos de vista técnico, econômico e ambiental.