Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Monteiro, Patricia Maria |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58135/tde-17072018-163607/
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Resumo: |
Introdução: O hábito de fumar é bastante comum e, na maioria das vezes, iniciase ainda na adolescência. Dentre as diversas alterações sistêmicas provocadas, o comprometimento do processo de reparo celular é de grande importância na compreensão dos movimentos dento-esqueléticos. Não existem evidências científicas que correlacionem este hábito e suas influências no tratamento ortodôntico/ortopédico, especialmente no tocante às análises celulares e moleculares. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar o processo de remodelação óssea após aplicação de forças ortopédicas em ratos fumantes. Material e Métodos: Um total de 120 ratos Wistar foram divididos em 4 grupos: controle negativo [sutura intacta, sem fumaça de cigarro (FC)], grupo experimental I (sutura intacta e com FC), grupo experimental II [expansão rápida da maxila (ERM) e sem FC] e grupo experimental III (ERM+FC). Cada grupo foi subdividido em 4 períodos experimentais de avaliação (n=5) sendo os animais de cada subgrupo submetidos à eutanásia após 3, 7, 14 e 21 dias após a expansão maxilar ortopédica. Foram avaliadas as mudanças na expressão gênica de Rank, Rankl, osteoprotegerina (Opg), osteonectina (Onc), osteocalcina (Occ), sialoproteína óssea (Bsp), osteopontina (Opn) e proteína morfogenética óssea (Bmp-2) por meio de qRT-PCR. Estes dados foram confirmados pela avaliação histológica dos grupos nos períodos de 7 e 21 dias. Os resultados foram agrupados de acordo com os diferentes grupos de estudo e de período experimental, submetidos à Anova (one-way/two-way) seguidos pelo pós-teste de Tukey e Bonferroni (p<0,05). Resultados: Houve estímulo à osteoclastogênese nos grupos submetidos à ERM, com menor magnitude naquele que também foi exposto à fumaça de cigarro. Os marcadores de osteogênese foram estimulados apenas nos animais submetidos à ERM, durante todos os períodos avaliados. Estes resultados foram confirmados nos achados histológicos, tendo em vista que a ERM resultou em intensa remodelação óssea na sutura palatina, caracterizada por tecido desorganizado com intensas areas inflamatórias, hemorrágicas e reabsortivas em períodos iniciais, seguida por tecido ósseo neo-formado bastante celularizado com numerosos vasos sanguíneos, fibroblastos e osteoblastos em fase tardia de reparo. A inalação de fumaça de cigarro exacerbou e prolongou os eventos inflamatórios após ERM, com presença de tecido desorganizado e atividade osteoclástica persistente em períodos mais tardios do reparo. Conclusão: A exposição à fumaça de cigarro associada à expansão rápida da maxila prejudicou o processo de reparo ósseo nos diferentes tempos analisados, tornando-o mais lento e desorganizado |