Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Wanderley, Raianny Leite do Nascimento |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/106/106132/tde-21032019-103925/
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Resumo: |
As florestas tropicais desempenham um papel importante na regulação climática por sua característica funcional mais eficiente de absorver energia radiativa e transformá-la em umidade do ar superficial, que reduz a produção de calor sensível e promove resfriamento diurno. Neste sentido a antropização das áreas de vegetação nativa é uma das principais causas de modificação do clima em escalas local e regional. Esta tese visa quantificar os padrões de temperatura em áreas de coberturas florestais e nas áreas antropizadas de entornos para subsidiar informações ao entendimento dos serviços ecossistêmicos de regulação térmica. Foram utilizadas medidas da temperatura do ar com estação meteorológica em áreas de cerrado, cana-de-açúcar, eucalipto na região de Ribeirão Preto, SP e de áreas com pastagem e floresta na região da Serra do Mar na região de São Luiz do Paraitinga, SP, com dados obtidos parcialmente no intervalo de 2005 a 2018. Foram calculadas a temperatura de superfície (LST) e a temperatura aerodinâmica por meio de imagens de satélite de alta resolução e do modelo de balanço de energia por sensoriamento remoto SEBAL. Mostrou-se que a temperatura do ar máxima diurna foi maior em 1 ºC e a mínima foi menor em 3 °C sobre as áreas de cana-de-açúcar em relação ao cerrado. Para área de eucalipto, a temperatura máxima diurna foi de 1,2 °C menor e nas mínimas de 0,5°C em comparação com o cerrado. As áreas de pastagem foram mais quentes que as áreas de floresta de Mata Atlântica em 5 ºC na máxima diária e 1 ºC na mínima noturna. Os padrões da temperatura de superfície e aerodinâmica calculadas mostraram regimes semelhantes de aquecimento/resfriamento, mas com valores numéricos diferentes. A estimativa da LST na região de Mata Atlântica mostrou significativa dependência da topografia, que controlou o regime térmico médio entre 1 a 2 ºC devido ao aspecto do terreno e 2 a 4 ºC devido à altitude. A LST corrigida pela topografia mostrou uma relação de dependência com o grau de antropização florestal de Mata Atlântica. A taxa deaquecimento foi aproximadamente linear, em que cada 25 % de incremento de antropizada resultou em 1ºC de aquecimento da superfície. Nesta projeção média, o aquecimento máximo ocorre no caso de antropização total de 4ºC. A avaliação do regime térmico de superfície com modelos de balanço de energia por sensoriamento remoto, em conjunto com dados medidos de campo por estações meteorológicas adequadas, mostrou significativos indicadores dos padrões de funcionalidade climática em diferentes usos da terra na região de Cerrado e Mata Atlântica do estado de SP, que por sua vez estabelecem subsídios quantificadores ao levantamento dos serviços ecossistêmicos florestais de regulação térmica. |