Correlação entre cortisol capilar, interleucina 6, hormônios tireoideanos e as alterações estruturais dos pacientes com ceratocone em progressão 

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Stival, Larissa Rossana Souza
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5149/tde-18082021-091813/
Resumo: OBJETIVOS: Avaliar as concentrações de interleucinas lacrimais, cortisol capilar e hormônios da tireoide em pacientes com sinais documentados de progressão do ceratocone, independentemente do estágio, e comparar com pacientes com ceratocone estável e ao grupo controle. Além disso, determinar a correlação entre esses mediadores e o cortisol, bem como sua correlação com o dano estrutural representado pelo aumento da curvatura e pelo afinamento estromal e epitelial. MÉTODOS: Trata-se de um estudo prospectivo observacional comparativo entre pacientes com ceratocone em progressão, ceratocone estável e um grupo controle. As amostras de interleucinas (IL)1B, IL6, IL8, IL12p70, IL10 e fator de necrose tumoral (TNF?) na la?grima foram obtidas com microcapilares, congeladas à -80°C e avaliadas pelo citômetro de fluxo. As concentrações de cortisol nos 3 cm proximais de cabelo foram determinadas pelo espectômetro de massa, representando a secreção cumulativa de cortisol em 3 meses. Adicionalmente, valores de hormônio estimulador da tireoide (TSH) foram obtidos através de coleta venosa sanguínea. RESULTADOS: Este estudo abrange a avaliação de 133 olhos de 74 pacientes divididos em 3 grupos. A média de idade foi 22,58 ± 6,88, 23,14± 5,75 e 20,24 ± 4,42 anos nos grupos controle, estável e progressão (aumento de 1D na curvatura máxima em um ano), respectivamente. Houve aumento nos níveis de IL6 nos pacientes com ceratocone em progressão comparados ao grupo estável (6,59 ± 3,25 pg/ml vs. 4,72 ± 1,91pg/ml; p < 0,0001) em contraste com valores similares de IL1B, IL8, IL10, IL12p70 e TNF alfa. Houve uma moderada e positiva correlação entre IL 6 e a ceratometria mais curva (K2) (pearson= + 0,46; p < 0,0001). Pacientes do grupo em evolução apresentaram significante aumento de cortisol em relação ao grupo estável (0,624 ± 0,160ng/mg vs. 0,368 ± 0,0647ng/mg; p < 0,0001) e ao grupo controle (0,624 ± 0,160ng/mg vs. 0,351 ± 0,0896ng/mg; p < 0,0001). Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos estável e o grupo controle (0,351± 0,0896 ng/mg vs. 0,368 ± 0,0647ng/mg; p > 0,05). Houve uma correlação positiva entre o cortisol e o K2 (pearson= + 0,74; p < 0,0001) e entre IL6 e o cortisol. (Pearson= +0,38; p < 0,0001). Houve aumento de TSH no grupo progressão comparado ao controle (1,96 ± 0,93; 1,47 ± 0,57. p < 0,05), porém não houve diferença entre os grupos progressão e estável (p = 0,41). Além disso, houve uma correlação positiva significativa entre os níveis de TSH e o K2 (pearson=+0,24; p < 0,0001). CONCLUSÃO: Este estudo mostra que olhos que estão progredindo têm uma concentração ainda maior de IL6 e cortisol em comparação com pacientes com formas estáveis de ceratocone, independentemente do estágio; Em segundo lugar, existe uma correlação significativa entre este aumento de IL6, cortisol e TSH com dano estrutural. Finalmente, há uma correlação significativa entre a Interleucina 6 e os níveis de cortisol nos últimos meses. O monitoramento dessas informações moleculares pode permitir a detecção precoce e possível intervenção de olhos com maior propensão à progressão.