Como olhos de cotidiano se tornam olhos estéticos? Processos artísticos como processos de invenção de sentidos sobre o mundo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Morais, Hercules Zacharias Lima de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47132/tde-03102017-170245/
Resumo: Como a experiência estética pode ampliar as condições de escuta, leitura e compreensão do mundo? O objetivo desta pesquisa é trazer à luz o campo da criação artística como analogia da construção sensível do ser humano e a constituição de sua visão de mundo. Espera-se poder refletir sobre como o trabalho artístico se relaciona com processos subjetivos, conduzindo à transformação de aspectos psicológicos. Tomaremos a abordagem do Construtivismo Semiótico-Cultural em Psicologia como possibilidade de mediação de um diálogo entre Artes Cênicas e Psicologia, para a compreensão de processos e modos híbridos de criação, com o intuito de poder contribuir com procedimentos que abarquem estratégias de intervenção em Psicologia. Utilizaremos como material empírico os registros da atividade artístico-pedagógica do pesquisador que atua como artista-orientador do Programa Vocacional da Prefeitura da cidade de São Paulo. A forma de análise dos resultados prezará pela compreensão do acontecimento artístico em sua interdependência e interrelação com a pessoa e inserida dentro de seu campo social. São feitas reflexões sobre os procedimentos do processo de criação que envolve a elaboração de protocolos, depoimentos, entrevistas, ações culturais, construção de cenas como produtos artísticos que aparecem, ressoam e ressignificam a vida cotidiana. Consideramos que a experiência vivida da criação artística funde-se a uma pessoa também em construção, que vivencia, num espaço-tempo codificado, outras possibilidades e relações, percebe no advento do artifício sua incompletude como potencialidade latente de reinventar sua própria realidade