Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Bastos, Karina Lúcio de Medeiros |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-14052024-172203/
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Resumo: |
Introdução: O espectro clínico de Deficiência de Lipase Ácida Lisossomal (DLAL) varia de forma infantil grave de início precoce (doença de Wolman) a forma tardia conhecida como Doença de Armazenamento de Éster de Colesterol (DAEC), ambos de herança autossômica recessiva. Esta doença é muito rara e subdiagnosticada e poucas famílias brasileiras foram relatadas com variantes do gene LIPA. Objetivo: Descrever aspectos de quadro clínico, laboratorial e molecular de pacientes com DLAL nos pacientes que foram submetidos a tranplante hepático ou que estã em lista de espera para transplante hepatico no Instituto da Criança HCFMUSP. Métodos: Desde Jan/ 2015 a Julho/ 2019, 54 dos 224 pacientes foram submetidos a transplante hepático de etiologia desconhecida, outros 19 pacientes da lista de espera a transplante foram testados para dosagem enzimática de LAL e análise do gene LIPA pelo sequenciamento de Sanger (total de 73 pacientes). Resultado: Apenas um paciente foi diagnosticado com DLAL. Ele apresentou desde 4 meses de idade sintomas de diarreia recorrente e evoluiu com déficit de crescimento , hepatomegalia e dislipidemia. O diagnóstico de Niemann- Pick tipe B foi estabelecido baseados em baixa dosagem de esfingomielinase e achados patológicos da biopsia hepática. Aos 13 anos, ele apresentou falência hepática com ascite, peritonite e esplenomegalia. Foi submetido ao transplante hepática aos 18 anos e apresentou vários episódios de rejeição hepática. Finalmente em 2017, aos 26 anos, o diagnóstico de DLAL foi estabelecido. Enzima de LAL estava ausente e teste do gene LIPA mostrou variante c.266T>C em homozigose. O tratamento com Sebelipase alfa foi iniciado mas infelizmente o paciente faleceu aos 27 anos, no pós-operatório de 2º transplante hepático. Conclusão: O diagnóstico de DLAL é ainda tardio e esta doença rara deve ser incluída nos diagnósticos diferenciais na investigação de pacientes com hepatomegalia, enzimas hepáticos aumentados e dislipidemia. A dosagem baixa ou ausente da atividade de enzima LAL e sequenciamento do gene LIPA são essenciais para confirmação diagnóstica e aconselhamento genético adequado. O diagnóstico precoce e tratamento com Sebelipase alfa podem melhorar o prognóstico de pacientes afetados |