Efeito de dietas com diferentes fontes energéticas sobre o perfil inflamatório de equinos hígidos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Schmidt, Natalia Telles
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/74/74131/tde-08022024-111603/
Resumo: A inflamação é um processo multifatorial complexo e quando subclínico é de difícil diagnóstico. A literatura é pouco conclusiva sobre os fatores, ou conjunto de fatores que levam à inflamação, seus parâmetros a serem analisados, para o fechamento do diagnóstico assim com os valores de referência destas. Os maiores indícios de inflamação foram encontrados em cavalos, com sobrepeso (escore maior que 5), com áreas abaixo da curva pronunciadas para a glicose e a insulina, quadros tipos presentes em cavalos alimentos com dietas a base de açúcar e amido. O objetivo do estudo foi avaliar o efeito de dietas com diferentes fontes energéticas no perfil inflamatório de equinos hígidos. Em um Delineamento Cross Over, foram testadas três dietas, uma a base de feno de Tifton e duas dietas com inclusão de concentrado, respeitando-se a relação de 70% de feno de Tifton e 30% de concentrado, um a base de açúcar e amido e outro a base de fibra e óleo. Foram utilizados cinco cavalos hígidos, machos e fêmeas, idade média de 10 ± 2,6 anos, peso vivo de 384 ± 9,51 kg e escore corporal médio de 5,8. As variáveis analisadas foram: escore e peso corporais, área abaixo da curva para a glicemia e insulinemia, concentrações séricas de interleucina β-1, albumina e das frações da globulina. Não foi observado efeito de dieta sobre o peso e o escore corporal, porém foi observado efeito (p<0,05) sobre a área abaixo da curva nas variáveis glicose e insulina e sobre as concentrações séricas de interleucina β-1, albumina, β-2 globulina e β-1 + β-2 globulina. A dieta que apresentou o perfil inflamatório mais pronunciado foi a dieta AA, com maior área abaixo da curva, maior concentração sérica de interleucina β-1, frações globulina e menor concentração de albumina. Dietas a base de açúcar e amido favorecem o surgimento de inflamação em cavalos hígidos e a análise conjunta da área abaixo da curva, concentração séricas de interleucina β-1, albumina e glubulinas, associadas a análise de escore e peso corporais e avaliação clínica dos animais oferecem um perfil fisiológico completo do cavalo para diagnostico de inflamação proveniente da dieta.