Variação do N-amoniacal e N-nítrico em um Latossol roxo cultivado com milho (Zea mays, L.) e com lablab (Dolichos lablab, L.)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1975
Autor(a) principal: Melo, Wanderley José de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11140/tde-20240301-144144/
Resumo: O presente trabalho teve por objetivo conhecer a variação nos teores de N-amoniacal e nítrico durante a cultura do milho (Zea mays L.), sob condições de cultura adubada com sulfato de amônio, superfosfato simples e cloreto de potássio e não adubada; correlacionar a marcha de absorção de nitrogênio pelo milho com os teores de nitrogênio mineral durante seu período de crescimento; conhecer a variação do N-amoniacal e nítrico, sob condições de solo adubado e não adubado, mas mantido sem cultura; avaliar o efeito residual do sulfato de amônio em solo com e sem vegetação; conhecer o efeito do lablab, plantado logo após a cultura do milho, ou de solo mantido sem vegetação, sobre o teor de N-total, N-amoniacal e N-nítrico. Para tal usou-se o seguinte delineamento experimental, com seis repetições: a) M + A (parcelas com milho e adubadas); b) M (parcelas com milho e não adubadas); c) A (parcelas sem milho e adubadas); d) L (parcelas sem milho e não adubadas). Após a cultura do milho foi plantado uma leguminosa (Dolichos lablab L.) em todas as parcelas, a qual foi incorporada ao solo por ocasião do florescimento. Diariamente foram observadas as condições de precipitação atmosférica, temperatura do solo a 10 cm de profundidade e umidade atual a 20 cm; periodicamente foram coletadas amostras de planta (para determinação da massa seca a 80°C e do conteúdo em nitrogênio) e de solo (para determinação do N-amoniacal, N-nítrico, N-total, C-orgânico, relação C/N e pH em água); ao final da cultura do milho foi feita uma amostragem para avaliação da produção de grãos de seu conteúdo em nitrogênio. As principais conclusões a que se pôde chegar foram: a) O N-amoniacal tendeu a se acumular no solo nos meses de temperatura e precipitação mais elevada, com a maior concentração em meados de dezembro, enquanto o acúmulo de N-nítrico esteve associado a períodos com precipitação atmosférica e umidade atual de solo mais baixas. b) Nos meses de novembro a fevereiro houve condições favoráveis para a predominância do N-nítrico em relação ao N-amoniacal. c) Durante a cultura do milho deve ter havido um processo de fixação do N-molecular, culminando com um pico cerca de 4 meses após o plantio. d) A adubação residual da cultura do milho ou das parcelas mantidas sem cultura não foi suficiente para determinar aumento significativo na produção de massa seca a 70-80°C pela leguminosa ou no seu teor de nitrogênio. e) A adubação nitrogenada, por ocasião do plantio do milho, pareceu não ser o mais indicado sob o ponto de vista do máximo aproveitamento do adubo. f) O uso da leguminosa após a cultura do milho, nas condições do trabalho, não determinou aumento significativo no teor de N-total do solo, quando se compararam os dados ao início e ao fim do experimento, sugerindo-se trabalhos para pesquisa da melhor época de plantio da leguminosa, melhor espaçamento, uso da inoculante, adubação dentre outros parâmetros.