Associação entre o peso ao nascer, o estado nutricional e o crescimento transversal do maxilar: implicações para a saúde materna e infantil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Rincón, Laura Jackeline García
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Sex
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-08012018-132657/
Resumo: O crescimento é um processo dinâmico que muda ao longo da vida. O crescimento ósseo é um evento multicausal no qual, além dos fatores biológicos, intervêm outras características como as relacionadas ao nível socioeconômico, à raça, ao período perinatal, aos hábitos, entre outros. Este estudo objetivou identificar fatores associados ao crescimento transversal do osso maxilar representado pela medida da distância intermolar superior. Foi realizado um estudo seccional aninhado numa coorte, com uma amostra de 158 crianças entre 7 e 9 anos de idade das escolas urbanas de Acrelândia, município da Amazônia Ocidental Brasileira. A variável dependente foi a distância intermolar superior, medida entre as fossas centrais dos primeiros molares superiores permanentes. A partir da idade da introdução da mamadeira foi desenvolvida uma escala assumindo valores de 1 a 10. O sexo, o peso ao nascer, o padrão de uso da mamadeira e o escore Z do índice de massa corporal (IMC) para a idade foram consideradas como variáveis independentes, sendo analisadas por meio de modelo de equações estruturais (MEE). Foram encontrados efeitos diretos positivos significativos do sexo (CP=0,203; p=0,007), peso ao nascer (CP=0,155; p=0,046) e escore Z do IMC para a idade (CP=0,165; p=0,030) sobre o crescimento transversal do maxilar. Os efeitos indiretos (CP=0,058; p=0,029) e o efeito total (CP=0,262; p=0,000) do sexo sobre o desfecho mostraram significância estatística. Os efeitos indiretos do peso ao nascer sobre o desfecho não foram significativos (CP=0,018; p=0,508), porém, o efeito total foi significativo (CP=0,174; p=0,023). Em conclusão, o sexo, o peso ao nascer, a idade de introdução da mamadeira e o escore Z do IMC para a idade associam-se ao crescimento transversal do osso maxilar. Além de contribuir para um adequado peso ao nascer da criança, políticas e programas que favoreçam o cuidado pré natal e condições para garantir um parto a termo podem repercutir positivamente no crescimento transversal do maxilar. Do ponto de vista da Vigilância em Saúde, crianças com peso ao nascer diminuído, padrão inadequado de aleitamento materno e déficit nutricional para a idade podem apresentar maior probabilidade de desenvolver atrofia dos maxilares podendo, conforme a gravidade, redundar numa oclusopatia com importante impacto na qualidade de vida