Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Magalhães, Rafael Nunes |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-11032019-102543/
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Resumo: |
Esta tese consiste em três estudos que investigam os impactos políticos do investimento em ajuda externa, assim como as estratégias de alocação interna por parte dos líderes dos países receptores. Explorando diferentes níveis de análise e conjuntos de países, eles buscam contribuir com o entendimento de escolhas estratégicas feitas por parte dos países doadores e por parte dos países recipientes. O capítulo 1 explora como líderes locais utilizam recursos de ajuda externa para se perpetuar no poder. Os resultados mostram que, em eleições competitivas, líderes direcionam recursos com o objetivo de ampliar sua base para além dos core voters. Quando as eleições não são competitivas, os líderes têm menos motivos para duvidar de sua sobrevivência eleitoral e direcionam recursos para distritos de sua etnia. A disponibilidade de informações sobre ajuda externa em nível sub-nacional é rara, e esse estudo toma proveito da liberação de novas bases de dados que sistematizam os investimentos chineses na África. O capítulo 2 adota um nível de análise mais tradicional nos estudos de ajuda externa. Utilizando-se dados de 155 países entre 1960 e 2011, ele investiga se o investimento em ajuda externa tem efeitos heterogêneos em países com regimes democráticos e autoritários. Os resultados demonstram que países democráticos alocam ajuda de maneira mais efetiva do que países autoritários, mas as estimativas apresentam volatilidade. O capítulo 3 investiga o possível impacto da ajuda externa sobre a intensidade de conflitos civis. Em países com menor grau de institucionalização, investimentos em ajuda externa podem ser utilizados como uma ferramenta para fortalecer facções que estão no poder. O trabalho usa uma estimação em dois estágios para calcular o impacto dos fluxos de ajuda sobre a probabilidade de intensificação do conflito. Os resultados mostram que a ajuda externa pode contribuir para transformar pequenos conflitos em conflitos maiores, mas não dão evidência de que ela cria conflitos em países anteriormente pacíficos. |