Composição e distribuição das larvas de invertebrados bênticos do Banco dos Abrolhos e região adjacente, com ênfase em larvas de caranguejos braquiúros

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Koettker, Andréa Green
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/21/21131/tde-26092013-184140/
Resumo: A composição e distribuição das larvas pelágicas dos invertebrados bênticos do Banco dos Abrolhos, em especial de caranguejos braquiúros, foram investigadas com base em duas abordagens de campo, em larga e pequena escala. A primeira abrangeu todo o banco e regiões adjacentes, com 46 estações de coleta amostradas uma única vez, entre julho-agosto de 2007. Na segunda, as coletas de plâncton ocorreram em dois períodos e se concentraram ao redor do Recife de Sebastião Gomes (a 15 km da costa) e do Arquipélago dos Abrolhos (a 60 km). Em larga escala, as comunidades meroplanctônica e de larvas de Brachyura foram divididas em comunidades de águas rasas (profundidade < 100 m), com maior abundância e diversidade, e de águas profundas (profundidade > 450 m), indicando que o meroplâncton está bem distribuído ao longo do banco, mas que evita a dispersão para o oceano aberto. A composição de larvas de Brachyura atesta que não houve influência estuarina na área de estudo. Entretanto, a ocorrência e dominância de larvas de espécies típicas do entremarés apenas nas estações mais costeiras, sugere a existência de um mecanismo de retenção larval na região oeste do banco. A homogeneidade na distribuição e abundância das larvas de braquiúros somada às altas concentrações de zoés iniciais da maior parte dos táxons por toda a área rasa indica a existência de certo grau de conectividade via dispersão larval entre as populações adultas. Na pesquisa em pequena escala, a comparação entre os dois ambientes do Banco de Abrolhos com base nos grandes grupos meroplanctônicos não resultou em nenhuma diferença. Por outro lado, a composição da comunidade de larvas de Brachyura diferiu entre os ambientes, mas apenas em termos de espécies dominantes. No geral, não foram verificadas diferenças entre os dois períodos de coleta nas áreas rasas investigadas. O trabalho de identificação das larvas de Brachyura levou à elaboração da primeira chave de identificação ilustrada que engloba as larvas já descritas de todas as espécies do litoral brasileiro.