Detalhes bibliográficos
| Ano de defesa: |
2020 |
| Autor(a) principal: |
Teixeira, Mariana Carvalho |
| Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
| Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
| Tipo de documento: |
Dissertação
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| Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
| Idioma: |
por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: |
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| Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48138/tde-07122020-125635/
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Resumo: |
A presente pesquisa pretende examinar se, e como, a decisão de revelar ou ocultar a própria sexualidade no ambiente de trabalho influencia na construção da identidade profissional de professores e professoras homossexuais do ensino básico. A pesquisa consiste em um estudo qualitativo da construção da identidade docente de professores/as homossexuais do ensino básico a partir de entrevistas semiestruturadas com oito sujeitos, entre professores e professoras homossexuais ou bissexuais. Os sujeitos atuam na rede estadual de ensino de São Paulo, na capital, recrutados/as para participação na pesquisa a partir de um contato com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). O tema da identidade é tratado a partir de discussões propostas por Melucci (2004), Hall (2002) e Santos (1999, 2006), entre outros, sobre a formação das noções modernas de sujeito e subjetividade, sua relação com a verdade e o conhecimento e as transformações sofridas por essas noções no período da pós-modernidade. A questão da profissão docente é tratada a partir da leitura de obras de autores como Nóvoa (2007, 2014), Flores (2014), Ferreira (1996) e Esteve (2014), assim como de outros nomes que discutem a construção social e histórica da profissão docente, suas particularidades e, como questão essencial à presente pesquisa, sua relação com o gênero e a sexualidade. O estudo da temática da sexualidade abordada o conceito de gênero como base de organização das normas da sexualidade e a construção do saber sobre a sexualidade e sua relação com a subjetividade e a verdade, principalmente com base em trabalhos de Foucault (1997, 2004, 2014, 2016), Connell (2015, 2016) e Butler (1993, 2000, 2016). São discutidos também a história dos movimentos LGBT de luta por direitos, o processo de inclusão da diversidade sexual nas políticas públicas educacionais, os atuais conflitos decorrentes disso, e a homofobia, principalmente nos espaços escolares e no ambiente de trabalho. Os resultados da categorização dos dados coletados foram organizados em três categorias de análise principais: 1) Profissão e particularidades; 2) Subjetividade e distinção; e 3) Identificações políticas e significação da experiência escolar. Entre os pontos analisados destacam-se na construção da identidade docente dos/as entrevistados/as uma forte valorização do profissionalismo para obtenção de reconhecimento pelos pares e demais agentes do âmbito escolar, realce das distinções pessoais de cada professor e professora quando relacionadas à sexualidade, identificações políticas e práticas comprometidas com a superação das desigualdades em todos os casos. Cabe, enfim, reforçar que as desigualdades perpassam todas as categorias analisadas e toda a construção da identidade dos sujeitos em questão. |