Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Souza, Luciana Nunes Silva |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-07052010-162554/
|
Resumo: |
O tratamento da Doença de Hodgkin (DH) tem tido sucesso crescente nos últimos anos. Considerando que a taxa atual de cura situa-se ao redor de 85%, o desafio dos protocolos da DH agora é reduzir a agressividade do tratamento e suas conseqüentes toxicidades agudas e crônicas, sem prejuízo dos resultados oncológicos. O protocolo DH-II-90 foi desenhado com estes propósitos para o tratamento de crianças e adolescentes com DH. O protocolo consiste em três ciclos de ABVD (adriamicina, bleomicina, vinblastina e dacarbazina) e radioterapia em campo envolvido para pacientes de baixo risco, e acrescentando três ciclos de MOP (oncocloramin, vincristina e prednisona) ou COP (substituindo oncocloramin por ciclofosfamida) à quimioterapia e radioterapia em campo estendido para pacientes de alto risco. Objetivos: Este estudo visa: 1) avaliar as taxas de sobrevida global, livre de doença e livre de eventos do protocolo DH-II-90, 2) avaliar as taxas de sobrevida global e livre de eventos de acordo com o estádio, idade, presença de tumor bulky, massa mediastinal, sintomas B, dose e tipo de radioterapia e 3) descrever os efeitos tardios relatados em prontuário. Casuística e Métodos:Trata-se de um estudo retrospectivo por análise de prontuário de pacientes entre 0 e 21 anos portadores de DH, admitidos no serviço de Oncologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo entre 1990 e 2005 e que foram tratados de acordo com o protocolo DH-II-90. Foram construídas curvas de sobrevida global, livre de doença e livre de eventos pelo método de Kaplan-Meier e realizada análise com a regressão de Cox. Foi utilizado um nível de significância de 5% (p< 0,05). Foram analisadas as características clínicas e laboratoriais dos pacientes, completando um perfil desta neoplasia em 15 anos de experiência. Resultados: A taxa de remissão completa após a quimioterapia foi de 94,1% para todo o grupo, sendo 97,3% para baixo risco e 90% para alto risco. A sobrevida global em 10 anos foi de 96% para o grupo de baixo risco e 93% para o alto risco. A sobrevida livre de doença foi 90% após 5 anos, sendo o grupo de alto risco pior quando comparado com o baixo risco, 87% e 92% respectivamente, porém não estatisticamente significante (p: 0,468). A sobrevida livre de eventos foi de 90% em 5 anos, sendo as curvas semelhantes para alto e baixo risco (p: 0,969). Foi observada diferença quando comparadas as curvas de sobrevida livre de eventos por presença ou ausência de massa mediastinal (p: 0,020) e dose de radioterapia utilizada (maior ou menor que 2100 cGy) (p: 0,014). Dentre os efeitos tardios, o mais freqüente foi disfunção da glândula tireóide, havendo 2 casos de carcinoma de tireóide como segunda neoplasia. Conclusão: O protocolo DH-II-90 é eficaz, sendo que a presença de massa mediastinal e doses de radioterapia maiores que 2100 cGy apresentam impacto negativo na sobrevida livre de eventos, e anormalidades da tireóide são seqüelas freqüentes neste grupo de pacientes. |