Investigação da utilização da Variabilidade Cardíaca como indicador de estresse fisiológico induzido por exposição a ambientes hiperbáricos e subsequente descompressão

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Schirato, Sérgio Rhein
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41135/tde-20072020-121655/
Resumo: Exposição a ambientes hiperbáricos e subsequente descompressão tem sido associada a diversas alterações fisiológicas, que podem culminar no desenvolvimento de doença descompressiva, uma condição que se manifesta através de diferentes sintomas, variando de dores osteomusculares a distúrbios cardiovasculares e neurológicos, que podem levar à morte. Historicamente estudos sobre descompressão adotaram uma abordagem binária, separando os eventos entre sintomáticos e assintomáticos. Há, porém, um enorme espectro de possíveis alterações fisiológicas entre estes dois extremos, às quais diferentes probabilidades de ocorrência de doença descompressiva podem estar associadas, dependendo de respostas individuais. O objetivo do presente estudo é avaliar a correlação entre marcadores de estresse fisiológico causado pela descompressão, representados por processos inflamatórios, ativação do sistema imunológico e alterações na Variabilidade Cardíaca, verificando se a Variabilidade Cardíaca pode ser usada para estimar o estresse fisiológico causado por um dado perfil descompressivo. Vinte e oito voluntários participaram de dois diferentes protocolos experimentais, divididos em dois perfis diferentes de descompressão, ambos com a mesma pressão máxima e duração, mas com estratégias diferentes de descompressão. Foram realizados, em cada voluntário, eletrocardiogramas e avalições de função endotelial, medida através de Amplitude de Onda de Pulso. Amostras de sangues foram obtidas para: quantificação de hemácias, hemoglobina, hematócrito, neutrófilos, linfócitos, plaquetas, aspartato aminotransferase (AST), alanina aminotransferase (ALT). Imunofenotipagem, quantificação da expressão de mieloperoxidase (MPO) e de micropartículas derivadas de plaquetas, células endoteliais e neutrófilos foram executadas através da utilização de citometria de fluxo. Todos os dados foram obtidos antes e depois de cada protocolo experimental. Os resultados obtidos demonstraram uma clara distinção na quantificação dos marcadores utilizados para identificação de estresse fisiológico relacionado à descompressão nos dois perfis decompressivos utilizados. Há uma associação entre redução na Variabilidade Cardíaca, produção de micropartículas e marcadores de ativação de neutrófilos. O perfil descompressivo com paradas de descompressão efetuadas a pressões ambientes maiores está associado a maiores contagens de micropartículas e ativação de neutrófilos, quantificada pela expressão de MPO, e com maior redução da Variabilidade Cardíaca e função endotelial