Comparação de redes de regulação gênica da placenta em resposta à exposição ao estresse entre sexos 

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Barbosa, André Rocha
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Sex
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/95/95131/tde-09122020-200928/
Resumo: Transtornos psiquiátricos apresentam altas taxas de agregação familial, indicando um papel de variantes genéticas em sua etiologia. No entanto, influências ambientais têm sido repetidamente implicadas como fatores contribuintes para essas doenças. Estudos em humanos e modelos animais vêm mostrando que a exposição a fatores de risco intra uterino alteram o desenvolvimento fetal, com efeitos na programação do cérebro, aumentando o risco para doenças no pós-natal. A mediação e resposta aos estímulos ambientais adversos para o desenvolvimento, são realizadas pela placenta. Postula-se que essa modulação da resposta ocorra através de mecanismos epigenéticos e seja sexo-específica. Uma classe de genes que está sob esse mecanismo de regulação e é importante nesta mediação são os genes imprintados. Recentemente observou-se que existe uma sincronia de co-expressão desses genes entre cérebro e placenta, e que mediante a privação alimentar materna, ocorre alteração da expressão dos genes imprintados somente na placenta, preservando a expressão no cérebro fetal, evidenciando a importância desses genes na modulação da resposta ao estresse. Desta forma, os processos regulatórios que ocorrem com genes imprintados na placenta parecem ser importantes para o desenvolvimento do cérebro fetal. Interessantemente, a modulação da resposta ao ambiente parece alterar o perfil de metilação e de expressão de clusters imprintados, de forma diferente entre os sexos. Assim no trabalho abordado na presente tese, nossa hipótese é de que a diferente susceptibilidade dos sexos a transtornos do neurodesenvolvimento, deve ser pelo menos em parte, explicada pela modulação do imprintoma placentário na resposta sexo-específica ao estresse.