Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Cruz, Camila de Aquino |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17161/tde-06042018-100049/
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Resumo: |
INTRODUÇÃO: A distrofia facioescapuloumeral (DFEU) é uma desordem muscular de origem genética, que afeta primariamente músculos faciais, estabilizadores da escápula e músculos proximais dos membros superiores. A prevalência de dor na DFEU é elevada, entretanto, não há estudos que descrevam de forma mais detalhada esse sintoma. Estudo realizado em 2014 no nosso serviço constatou que a dor é um sintoma frequente e pode estar associada ao aumento de fadiga e incapacidades. OBJETIVOS: Realizar análise detalhada da dor em pacientes com DFEU e correlacionar os achados de intensidade da dor com dados demográficos, clínicos e laboratoriais. METODOLOGIA: Estudo observacional analítico transversal. Foram aplicadas ferramentas para caracterização clínica e de capacidade funcional desses pacientes, além de instrumentos específicos para avaliação de dor. RESULTADOS: Foram incluídos 25 pacientes, sendo o grupo com dor composto de 19 pacientes (76%) e o grupo sem dor composto de 6 pacientes. Houve uma predominância de mulheres no grupo com dor (84,2%). Não houve diferença entre a quantificação da força e os valores de creatinaquinase sérica (CK) nos grupos com e sem dor. Foi alta a prevalência de depressão e ansiedade associadas à DFEU. A pontuação na escala de fadiga e os escores associados às incapacidades foram maiores no grupo de pacientes com dor, entretanto não foi possível estabelecer uma relação entre essas variáveis. Constatou-se a presença de dor de moderada intensidade e com interferência também moderadamente importante nas atividades de vida diária. CONCLUSÕES: A dor é um sintoma relevante na DFEU, de caráter predominantemente focal e mais prevalente no sexo feminino. Há uma clara interferência da dor nas atividades de vida diária, entretanto, esse sintoma não se correlaciona com os demais parâmetros clínicos e laboratoriais (tempo de evolução da doença, força muscular, grau de incapacidade física e valor da CK). |