Tensões regionais e locais: casos no território brasileiro e padrão geral

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1999
Autor(a) principal: Magalhães, Fábio Soares
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18132/tde-15062018-181113/
Resumo: Este estudo visou abordar as tensões regionais no território brasileiro e suas modificações em nível local sob impacto de fatores diversos, fisiográficos e litoestruturais. As tensões regionais no território brasileiro, determinadas por análises de sismos, de breakouts de poços petrolíferos e de falhas permitem reconhecer, em caráter preliminar, uma Província de Tensões do Interior e uma Província de Tensões da Costa. A primeira tem &#9631 em torno de NW-SE, de regime tectônico transcorrente, que se relaciona com a rotação da Placa Sul-Americana para oeste. A segunda tem &#9631 paralelo à costa, de regime distensivo, aparentemente relacionável ao relevo serrano e/ou às bacias sedimentares costeiras adjacentes. As tensões locais, que interessam diretamente às obras de engenharia, representam resultados de reorientação e/ou reajustes das tensões regionais às características internas dos maciços, do traçado da fisiografia e da carga litostática. Pela análise ou reavaliação de dez casos brasileiros, em que se dispõe de tensores de tensão por determinações in situ (sobrefuração, fraturamentro hidráulico) e/ou análise de falhas, foram reconhecidas influências de descontinuidades, anisotropias e heterogeneidades das rochas, da topografia e da profundidade nas modificações do regime de tensão regional. Os resultados consolidados, ainda que de nível preliminar em decorrência da carência de mais dados, mostram que a abordagem das tensões não deve limitar-se a determinações in situ, mas ser mais ampla e considerar os contextos morfológico e geológico-estrutural regionais e locais.