Seleção e isolamento de bactérias fixadoras de CO2 para a purificação de gases de combustão e de gás natural.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Pletsch, Helena
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
CO2
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-04112021-122906/
Resumo: A crescente preocupação com o aquecimento global impulsionou o desenvolvimento de novas tecnologias para a captura e utilização de carbono (CCU). Esforços para combater as mudanças climáticas são especialmente necessários nas indústrias, que atualmente respondem por um terço das emissões mundiais de CO2. Neste contexto, os tradicionais processos industriais de captura de carbono vêm cedendo espaço para estratégias mais sustentáveis, tais como a fixação microbiológica de CO2. Apesar de promissoras, estas estratégias ainda exibem consideráveis problemas operacionais e maiores avanços na área são precisos. Assim, o presente trabalho visou investigar bactérias quimioautotróficas capazes de assimilar CO2 em condições semelhantes às encontradas industrialmente (e.g., gases de exaustão e gás natural). Como resultado, 7 cepas bacterianas capazes de crescer autotroficamente sob 20 % CO2 foram isoladas a partir de sedimentos marinhos antárticos. Uma das cepas isoladas, M1B-S, apresentou elevada capacidade de capturar carbono sob atmosferas contendo de 5 a 20% CO2 e sob temperaturas de 30 a 50 °C. A máxima taxa de fixação de CO2 por M1B-S foi observada em cultivos mantidos a 5% CO2 e 30°C (308 mg de CO2/L/d). Esta bactéria foi identificada como membro do gênero Alcanivorax e mostrou ser capaz de obter energia a partir da oxidação de S2O3 -2 . Além disso, M1B-S também exibiu capacidade de reduzir íons NO3 - e pode ser potencialmente utilizada para remover CO2 e NOx de gases de combustão e de gás natural. Até o presente momento, este trabalho é um dos primeiros a isolar, a partir de sedimentos marinhos antárticos, bactérias quimioautotróficas capazes de fixar CO2 em concentrações acima de 5%. Ainda, é o primeiro a reportar crescimento autotrófico em uma espécie do gênero Alcanivorax.