Relação Ca:MG:K no desenvolvimento, produção, composição mineral e distúrbios fisiológicos relacionados com o cálcio em tomateiro (Lycopersicon esculentum, Mill.)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1989
Autor(a) principal: Takahashi, Hideaki Wilson
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11140/tde-20210104-173708/
Resumo: O tomateiro (Lycopersicon esculentum, Mill.), variedade Santa Adélia, de crescimento determinado, foi cultivado em soluções nutritivas contendo 3 níveis de cálcio (50, 200 e 350 ppm), 3 níveis de magnésio (12, 48 e 84 ppm) e 3 níveis de potássio (58, 234 e 410 ppm) arranjadas no esquema fatorial para atender os seguintes objetivos: (a) testar a hipótese de que o "coração preto" seria uma podridão apical manifestada em menor intensidade de tal forma que atinge somente os tecidos internos da parte apical do fruto; (b) determinar o nível crítico de cálcio, magnésio e potássio nos frutos; (c) estudar as condições em que aparecem os sintomas de carência dos cátions cálcio, magnésio e potássio; (d) estudar os efeitos das diversas relações catiônicas na solução nutritiva na produção, incidência de podridão apical e composição mineral da parte aérea e (e) estudar as correlações entre os teores de cátions na solução nutritiva e composição de nutrientes nos diversos órgãos da parte aérea. Os resultados mostraram que: - não foi possível comprovar a hipótese de que o distúrbio denominado "coração preto" seria uma espécie de podridão apical em menor grau de severidade; - os teores críticos de potássio, cálcio e magnésio no fruto, determinado pelo método de Cate e Nelson foram 2,88%, 0,10% e 0,14%, respectivamente; - o teor médio de cálcio nas folhas entre todos os tratamentos foi 3,57% e em teores superiores a 2,39% não foi observada a ocorrência de podridão apical; - a distribuição de matéria seca entre os órgãos da parte aérea da planta de tomateiro foi 9%, 19% e 72% para caules, folhas e frutos, e a distribuição de cálcio foi 12%, 79% e 9%, respectivamente; - a soma de cátions, dado em emg/100 g de matéria seca de folha, foi muito sensível a modificação individual da concentração desses cátions na solução nutritiva, portanto não se verificou a teoria da constância da soma de cátions devido a compensação de absorção entre cations; - em todos os tratamentos em que a dose de cálcio era 50 ppm, sempre houve incidência de podridão apical; - o aumento da dose de magnésio na solução nutritiva nas combinações em que o cálcio era 50 ppm, provocou maior incidência de frutos com podridão apical; - o cátion potássio representou 80% do total de cátions acumulados nos frutos; - a variação do teor de cálcio nos frutos em função das diversas combinações de concentrações catiônicas na solução nutritiva foi de 0,01 a 0,26%, e os maiores teores foram encontrados nos tratamentos com concentrações altas de cálcio; - o primeiro sintoma de deficiência de cálcio foi a paralisação completa de crescimento dos brotos laterais nos tratamentos na dose de 50 ppm de cálcio, e quando associada cana dose de 410 ppm de potássio, essa paralisação evoluiu para necrose dos mesmos; Também foram realizadas estudos de regressão entre diversos parâmetros, análise dos efeitos de interação entre tratamentos e descrição dos sintomas de carência dos cátions estudados.