Eficácia de recursos fisioterapêuticos no tratamento dos pontos gatilhos miofasciais em indivíduos com cervicalgia: ensaio clínico randomizado cego

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Dibai Filho, Almir Vieira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17152/tde-04012017-103745/
Resumo: Embora a literatura científica apresente estudos recentes enfocando diferentes abordagens da fisioterapia no tratamento dos pontos gatilhos miofasciais em indivíduos com cervicalgia, ainda existem recursos fisioterapêuticos comumente utilizados na prática clínica do fisioterapeuta que não possuem o devido respaldo científico. Assim sendo, o objetivo do presente estudo foi avaliar o emprego do ultrassom estático e das correntes diadinâmicas sobre pontos gatilhos miofasciais associado a um programa de terapia manual para o tratamento de indivíduos com cervicalgia. Para tal, foram incluídos sessenta voluntários de ambos os gêneros, com idade entre 18 e 45 anos e cervicalgia crônica, além da presença bilateral de pontos gatilhos miofasc iais ativos no músculo trapézio fibras descendentes. Assim, os indivíduos foram randomizados em três grupos com vinte integrantes em cada: Grupo 1 (terapia manual), Grupo 2 (terapia manual + ultrassom estático) ou Grupo 3 (terapia manual + correntes diadinâmicas). Os voluntários foram submetidos a dez sessões de tratamento, duas sessões semanais, durante cinco semanas, sendo os mesmos avaliados em quatro momentos: antes das sessões de tratamento, 48 horas após a primeira sessão fisioterapêutica, após as dez sessões de tratamento e quatro semanas após o término das sessões. Foram empregadas na avaliação a Escala Numérica de Dor, Neck Disability Index, algometria, Escala de Pensamentos Catastróficos sobre Dor, fleximetria, termografia infravermelha e eletromiografia de superfície. Na análise ao longo do tempo, observou-se redução significativa da intensidade de dor, da incapacidade e da catastrofização, e incremento significativo do limiar de dor à pressão nos três grupos (p < 0,05). Para os Grupo 2 e 3, ocorreu incremento significativo na amplitude de movimento de flexão, rotação à direita e à esquerda, e redução significativa da temperatura cutânea à esquerda após a instituição dos recursos fisioterapêuticos (p < 0,05). Além disso, houve incremento significativo na amplitude de movimento de inclinação lateral à direita e redução significativa da temperatura cutânea à direita apenas no Grupo 2 (p < 0,05). Para as comparações entre os grupos, não foi observada interação grupo-versus-tempo para os desfechos intensidade de dor, incapacidade, catastrofização, limiar de dor à pressão, amplitude de movimento da cervical e temperatura cutânea (valor de F variando entre 0,089-1,961; valor de p variando entre 0,106-0,977). Além disso, não foi observada diferença entre os grupos na atividade eletromiográfica (p > 0,05). Diante do exposto, conclui-se que o emprego do ultrassom estático ou correntes diadinâmicas sobre pontos gatilhos miofasciais no músculo trapézio fibras descendentes associado a um protocolo de terapia manual não gera benefícios maiores do que o programa de terapia manual sozinho em indivíduos com cervicalgia crônica.