Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
Ide, Danilo Sergio |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-27052014-154941/
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Resumo: |
O bairro da Liberdade se organiza como polo comercial e turístico desde a década de 1970 por iniciativa de comerciantes locais junto à Prefeitura. Dois marcos importantes dessa iniciativa foram a instituição da Liberdade como Bairro Oriental e a inauguração de uma decoração oriental, que desde então caracteriza o bairro. Essa guinada se refletiu também nos estudos sobre a Liberdade, que se concentram mais nos traços orientais e nos aspectos comerciais e turísticos da vida local. Em busca de novas abordagens sobre o bairro, voltamonos para o cotidiano dos moradores. Estávamos interessados em saber o que os moradores destacariam na paisagem local, já que ela não guarda apenas traços orientais, como também vestígios de movimentos de outras comunidades pelo bairro. Entretanto, durante o processo de pesquisa, um objetivo teórico-metodológico ganhou corpo no trabalho: explorar a possibilidade de conhecer o bairro da Liberdade por meio da caminhada e do vídeo. Convidamos então alguns moradores para que nos acompanhassem em passeios e apresentassem os seus pontos de referência no bairro da Liberdade. Para o registro desses passeios, utilizamos uma câmera de vídeo, ora conduzida pelos moradores, ora pelo pesquisador. Este trabalho se desenvolveu então em duas frentes: a experiência que se deu ao vivo no bairro da Liberdade e a experiência que se deu depois a partir da revisão do vídeo. As duas experiências não deram conta de um bairro vistoso, que agrada a vista. Nos passeios ao vivo, ao invés do ver, os participantes realçaram as esferas do comer e do andar. Nos passeios em vídeo, ao invés de uma revisão confortável, tivemos que lidar com um enquadramento instável, que causava vertigem durante a recepção. Os dois passeios nos conduziram a uma compreensão da paisagem viva de um bairro em constante movimento. Cabe ainda destacar a contribuição teórico-metodológica do trabalho pelo desenvolvimento de um método visual de investigação do espaço social baseado em passeios filmados na companhia dos participantes |