Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Peruchi, Rachel Fernanda Pecego |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17162/tde-25082020-091925/
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Resumo: |
Introdução: Com o avanço da idade ocorrem mudanças fisiológicas que, dependendo de alguns fatores, podem agravar a perda de massa muscular em idosos comprometendo a funcionalidade orgânica podendo evoluir em um estado inflamatório associado à sarcopenia. Estudos têm evidenciado a importância da atividade física na terceira idade e que também este grupo deve ser monitorado com avaliações nutricionais para prevenções. Objetivo: Avaliar nutricionalmente idosos não sedentários quanto à presença de sarcopenia (EWGSOP) bem como verificar diferentes métodos de detecção (BIA, US e DC) de composição corporal e a classificação do estado nutricional, massa muscular, alimentação e identificação de riscos nutricionais (MAN). Métodos: Foram avaliados 70 idosos sendo, mulher n=58 e homem n=12. Os indivíduos foram avaliados quanto às características clínicas, antropométricas e de desempenho físico (força e teste TUG), além de perfil de adequação alimentar (kcal, macro e micronutrientes) e estado nutricional avaliado pela MAN e adequação da CP e do CB (massa muscular). A presença ou ausência de sarcopenia foi verificada conforme critérios do EWGSOP. As concordâncias entres os métodos de composição corporal, assim como a correlação entre as variáveis observadas foram analisadas através do teste intraclasse Portney e Watkins, e para verificar a concordância entre dois métodos com relação à variável qualitativa foi calculado o coeficiente Kappa. Também verificou - se a acurácia dos dados obtidos da BIA e US (sensibilidade, especificidade e vpp e vpn). Resultados: A média de idade dos participantes foi de 68,3 (±17,2) anos sendo 37,8% da amostra com SARCOPENIA. Foi verificado baixa correlação para atividade física (r < 0,20). A classificação do IMC na população estudada foi de sobrepeso (54,8%). A amostra apresentou bons índices de funcionalidade, teste TUG (média de 10,71s) e medidas adequadas para CP e CB, sendo que após análises, verificou-se relação quase perfeita da massa muscular com a panturrilha. Entre os métodos (BIA, US e DC) que verificaram MLG e MM houve correlações em quase perfeita entre os métodos, mas na correlação do IMM (US) e IME (BIA) houve apenas correlação leve. Pela alimentação, há correlação leve com a MM (macronutrientes) mas chama-se a atenção, na população estudada, o baixo consumo de cálcio e fibras. A avaliação da MAN para risco nutricional obteve uma média da somatória do questionário de 24,05 (IC 22,7 - 25,2), em que mais da metade da população estudada (61,4%) está sem risco e adequada. Conclusão: Apesar da sarcopenia ser um processo fisiológico, bons hábitos de alimentação, convívio social e exercícios podem preservar a saúde, como observado pelos testes realizados. Métodos sensíveis de detecção podem verificar desvios mais cedo a fim de condutas adequadas para intervenções. |