Vila Nova Jaguaré entre favela, comunidade e bairro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Nazareth, Miguel Bustamante Fernandes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16137/tde-27062017-154902/
Resumo: Este trabalho trata, de modo específico, da apropriação do espaço na Vila Nova Jaguaré e, de modo geral, da forma como os processos de urbanização de favelas interferem na apropriação do espaço nesses assentamentos. Seu objetivo central é, portanto, descrever a apropriação do espaço verificada nessa favela recém-urbanizada, confrontando as teorias do pesquisador com o saber popular dos moradores sobre seu próprio lugar. Trata-se de uma aproximação a uma favela urbanizada, explorando essa nova realidade a partir de narrativas que articulam melhorias, oportunidades, conflitos e atividades que fazem parte de seu cotidiano. Em primeiro lugar, explora-se o contexto da formação do bairro do Jaguaré e da consolidação da Vila Nova Jaguaré, uma história marcada por diferentes períodos, em que a relação com o poder público, a organização dos moradores e o aspecto físico-urbanístico da Vila variaram muito. Em seguida, apresenta-se a apropriação das áreas livres na Vila Nova Jaguaré a partir de pesquisa de campo realizada entre2014 e 2017. Inicialmente, descreve-se as transformações que saltavam aos olhos do pesquisador e, depois, aprofunda-se a visão dos moradores sobre o momento atual do assentamento. Finalmente, confrontando posicionamentos individuais de moradores que situavam o momento atual entre avanços e impasses, observou-seque a favela urbanizada Vila Nova Jaguaré apresenta três narrativas principais. Ou seja, como a Vila Nova Jaguaré reúne novas condições de desenvolvimento, formalidade e institucionalidade juntamente com seus traços históricos de precariedade, informalidade, criminalidade e laços de vizinhança, dependendo do ponto de vista, pode ser considerada favela, comunidade ou bairro. Conclui-se, portanto, que, ao longo de sua consolidação, as melhorias urbanas e outras ações de reconhecimento de direitos sociais implantadas por parte do poder público não foram capazes de garantir a cidadania plena. A dimensão a que os moradores se referem como favela persiste, pois ela faz parte de seu processo de desenvolvimento,como se a urbanização da favela se desse simultaneamente à favelização do urbano.