Cenários quantitativos de gases de efeito estufa e energia pela gestão de resíduos na Macrometrópole Paulista

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Alves, João Wagner Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/106/106131/tde-20012018-204308/
Resumo: A Contribuição Nacional Pretendida, apresentada pelo Governo Brasileiro na 21ª Conferência das Partes, em Paris 2015, definiu o compromisso nacional de redução de emissão de gases de efeito estufa (GEE) frente aos demais países que compõem a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Para que este compromisso seja cumprido, medidas de desenvolvimento de baixo carbono devem ser adotadas. Cenários quantitativos de emissão de GEE podem antecipar as estimativas que serão apresentadas nos inventários futuros de GEE. Os cenários quantitativos podem também auxiliar o governo brasileiro a cumprir as determinações do Decreto da Presidência da República no 7.390/10 e da Decisão 2/CP.17 da Convenção do Clima para elaborar, respectivamente, estimativas anuais e bianuais de emissão de GEE. Além disso, os cenários ainda podem reduzir a incerteza do inventário nacional e podem auxiliar na identificação das alternativas de baixo carbono. As projeções de crescimento populacional, de variação da taxa coleta de resíduo, de variação da composição do resíduo coletado e de qualidade de operação dos locais de disposição permitem definir um futuro único, em que serão comparadas as consequências das opções, disponíveis em 2016, de tratamento do resíduo. Para as avaliações, foram estimadas as variações da composição, do poder calorífico e das frações fóssil e orgânica do resíduo urbano. Os prazos e metas considerados no estudo são inspirados nas políticas Nacional e Estadual do Estado de São Paulo sobre Mudanças Climáticas e no Plano Nacional de Resíduo Sólido. Implantações de opções com início em 2016, evoluindo até 30% em 2040 foram simuladas. A coleta e combustão do biogás de aterro, que até 2000 não era praticada no país, hoje é uma realidade. Por essa razão, admite-se a possibilidade da implantação desta opção em todos os locais de disposição de resíduos da Macrometrópole Paulista. Este estudo mostra que, no setor de resíduos, a recuperação e uso energético do metano, associada à reciclagem e tratamento da matéria orgânica de parte dos resíduo coletados pode levar à redução de emissão superior a 45% em relação à observada em 2005. Mostra também que a incineração de material plástico pode ocasionar aumento de mais de 80% em relação à emissão em 2005.