Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Ued, Fábio da Veiga |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17144/tde-26072019-170058/
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Resumo: |
Introdução: Fatores de risco para doenças cardiovasculares (DCV) tornaram-se prevalentes em crianças e adolescentes. Ácidos graxos (AGs) ?3 auxiliam na prevenção de DCV, porém seu consumo alimentar na infância é reduzido. Há a hipótese de que as vitaminas B2, B6, B12 e folato possam contribuir para o aumento da concentração de ácidos graxos poli-insaturados (PUFAs) no plasma e nos eritrócitos, além de reduzir os níveis de homocisteína total (tHcy), e auxiliar na prevenção de DCV. Por essa razão, o presente estudo teve como objetivo verificar a associação entre perfil lipídico, perfil de ácidos graxos, homocisteína e biomarcadores para vitaminas do complexo B em crianças e adolescentes. Métodos: Este estudo transversal incluiu 249 crianças e adolescentes entre 9 e 13 anos de idade. O consumo alimentar foi avaliado por meio do questionário de frequência alimentar, recordatório de 24 horas e índice de qualidade da dieta (IQD). O perfil lipídico e os biomarcadores para vitaminas B2, B6, B12 e ácido fólico foram dosados no plasma. O perfil de AGs e os metabólitos do ciclo da homocisteína (metionina, SAM, SAH, tHcy, cistationina e cisteína) foram dosados nas células vermelhas do sangue. As associações foram testadas com modelos de regressão linear múltiplos, ajustados para sexo, estadiamento puberal, índice de massa corporal e IQD. Resultados: Não houve associação entre as vitaminas do complexo B e baixos níveis de colesterol total, triglicérides e LDL-c. Porém, houve associação positiva entre os níveis séricos de vitamina B2 e folato plasmático com PUFAs ?3 e ?6. O aumento de 1 nmol/L de vitamina B2 esteve associado ao aumento de 0,19 mg/dL de EPA e 0,21 mg/dL de ARA e DHA (p<0,01). O aumento de 1 ng/mL de folato plasmático esteve associado ao aumento de 0,14 mg/dL de EPA (p<0,05), 0,22 mg/dL de ARA e 0,17 mg/dL de DHA (p<0,01). Estas vitaminas não estiveram associadas à redução dos níveis de tHcy (p>0,05). As vitaminas B6 e B12 estiveram associadas à redução dos níveis de tHcy (p<0,01), mas não se associaram a maiores níveis de PUFAs (p>0,05). Houve associação negativa entre os níveis séricos de vitamina B6 com PUFAs ?3 e ?6. O aumento de 1 nmol/L de vitamina B6 esteve associado à redução de 0,15 mg/dL de ARA e 0,14 mg/dL de DHA (p<0,05). Os níveis de tHcy foram associados positivamente com os níveis de PUFAs (p<0,01). Conclusão: Maiores concentrações plasmáticas de vitamina B2 e folato estão associadas a maiores níveis deResumo PUFAs ?3 e ?6 nos eritrócitos. A via metabólica mais provável para explicar tais associações é o metabolismo de um-carbono, apesar destas vitaminas não terem se associado a menores níveis de tHcy. Estes dados sugerem que níveis plasmáticos adequados de vitamina B2 e folato podem melhorar o perfil de AGs circulantes. O equilíbrio nas concentrações séricas de AGs ?3 e ?6 contribui para o desenvolvimento do sistema nervoso central na infância e para a prevenção de DCV, cada vez mais comuns em decorrência do sedentarismo, má alimentação e excesso de gordura corporal, em crianças e adolescentes. |