Resumo: |
Os ecossistemas florestais têm sido reconhecidos como uma importante forma de mitigação da degradação do solo e dos recursos hídricos. Existe grande expectativa de que as florestas secundárias provenientes das ações de restauração florestal possam prover serviços importantes, tais como: a manutenção da qualidade e quantidade de água, manutenção da biodiversidade, regulação do clima através do sequestro de carbono, provisão de produtos como fibras e madeira, serviços culturais, dentre outros. Neste contexto, a regeneração passiva ganha grande destaque devido ao baixo custo, já que aproveita a resiliência das áreas anteriormente degradadas e pela viabilidade em grande áreas geográficas e/ou de difícil acesso. Apesar de sua grande importância, existem poucos estudos conclusivos sobre restabelecimento dos atributos físico-hídricos do solo nestas áreas ao longo dos anos. Portanto, as ações para restaurar os ecossistemas florestais, devem buscar compreender também se ocorrem melhorias na estrutura do solo ao longo da restauração, já que a recuperação de áreas degradadas por meio das florestas, depende também de solos fisicamente estruturados. Avaliar a qualidade física do solo é fundamental para compreender a variação espacial e temporal sofrida pela estrutura do solo nestas áreas. Tais informações possuem grande utilidade para o norteamento do manejo dos recursos naturais. |
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