Agricultura de precisão: mais-valia relativa e renda diferencial da terra nas transferências de créditos estatais para a agricultura capitalista

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Valença, João Rodrigues de Souza Filho
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-20072023-122703/
Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo expor como a da agricultura de precisão surge como parte da estratégia mundial de apropriação da renda diferencial da terra pela indústria em uma visão de utilização da tecnologia criada e desenvolvida nos países desenvolvidos por grandes empresas oligopolistas do setor, para tal aquisição de tecnologia se faz necessários repasses públicos e a renegociação de dívidas contraídas com os agentes financeiros. A lógica de produção da agricultura capitalista se estabelece pautada na ajuda das políticas públicas e na Forma do Estado capitalista e essa tecnologização da agricultura capitalista aumenta os custos da produção, gera desemprego, contaminações, utilização de créditos em sua maioria estatais e revela a lógica da mais-valia relativa. A Forma do Estado e sua apropriação por determinados grupos garante o aumento dos repasses dos cofres públicos para o setor privado e o perdão/rolagem da dívida das grandes empresas da agricultura capitalista. A lógica de acumulação do capital se revela presente em todos os momentos desde as relações sociais estabelecidas, como as lutas de classes na divisão dos recursos econômicos, na utilização e apropriação dos recursos naturais, como na exportação das mercadorias produzidas pela agricultura capitalista. Evidenciamos como a produção da agricultura capitalista só se mantém sustentada pelo Estado burguês com recursos das linhas de crédito do sistema de crédito rural o que garante a transferência da renda diferencial da terra para diversos setores da economia principalmente a indústria com a venda das tecnologias agrícolas.