Espiritualidade, nacionalismo, ambientalismo: o discurso animista em O Conto da Princesa Kaguya de Isao Takahata

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Mellio, Murilo Furlan
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8157/tde-08112022-133737/
Resumo: O objetivo deste trabalho é analisar O Conto da Princesa Kaguya, último filme do renomado diretor de animação e cofundador do Studio Ghibli Isao Takahata (1935-2018), a partir do prisma de um discurso animista desenvolvido no Japão a partir da segunda metade do século XX. Esse discurso desafiou alguns fundamentos da modernidade, como a dicotomia natureza-humanidade derivada do pensamento cartesiano e a teoria do desencantamento do mundo proposta por Max Weber, e também esteve relacionado à busca por uma identidade nacional japonesa em uma época de incertezas. A premissa deste trabalho é que, enquanto o estudo do discurso animista japonês pode ajudar na compreensão da obra de Isao Takahata (mais especificamente) e do Studio Ghibli (de forma mais ampla), a análise de O Conto da Princesa Kaguya a partir do discurso animista pode trazer insights sobre a interconexão de relevantes questões contemporâneas, como espiritualidade, nacionalismo e ambientalismo