A influência da imagem do país de origem de empresas brasileiras de alta intensidade tecnológica sobre consumidores organizacionais internacionais nas suas decisões de compra

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Silva, Marcus Vinicius Costa de Melo e
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/96/96132/tde-12112014-120055/
Resumo: Empresas brasileiras que desejam conquistar novos mercados exportando precisam estar atentas aos diversos atributos analisados por compradores corporativos internacionais, alavancando sua competitividade em um cenário de disputa acirrada. Um desses atributos é a imagem do país de procedência dos produtos. Apesar de esse tema já ser abordado há quase cinco décadas na literatura mundial, os estudos a respeito da influência da imagem do país nas transações entre empresas (ditas business-to-business, B2B, ou organizacionais) são ainda em pequena quantidade, no Brasil e no mundo. O objetivo desta dissertação foi analisar a influência que a imagem do Brasil pode exercer sobre consumidores organizacionais de outros países, especificamente no segmento de alta intensidade tecnológica - o setor que mais investe em pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Esta pesquisa, empregando o método exploratório de estudos multicasos com três empresas, envolveu seus próprios executivos e compradores internacionais, e traz contribuição à literatura acadêmica, que dispõe de poucas fontes sobre negócios B2B associados com o efeito país-de-origem. A pesquisa foi qualitativa e exploratória, e entrevistas em profundidade foram realizadas em duas etapas, com profissionais de empresas brasileiras que exportam e, em seguida, com consultores, agentes de vendas e compradores de outros países. Algumas entrevistas foram pessoais, e outras, via telefone ou internet. Das cinco proposições do estudo, duas foram confirmadas, uma confirmada parcialmente e duas não foram confirmadas. Encontrou-se que a imagem do país traz impacto à decisão de compra, mas com ressalvas, como o fato de a situação ser ou não de recompra, e dependendo de qual país está comprando. O Brasil foi bem visto especificamente no segmento de aviação civil comercial, a ponto de a Embraer trazer, a quem atua neste segmento, uma imagem positiva do Brasil como desenvolvedor de tecnologias aeronáuticas. O país foi visto negativamente no segmento de automação, nas situações de recompra em que houve experiências negativas com empresas brasileiras vendendo na Europa; positivamente em automação pelo mercado colombiano e de forma neutra por compradores que participam de processos complexos no segmento de energia nuclear - desde que, nesse caso, os requisitos técnicos sejam cumpridos. Para alguns entrevistados do segmento de automação, o Brasil precisa divulgar mais suas tecnologias por meio de incentivos das iniciativas pública e privada, e as empresas brasileiras devem participar de grupos de usuários de suas tecnologias, além de desenvolver parceiros no exterior. Caracterizaram-se como limitações da pesquisa o número de casos e segmentos de alta intensidade tecnológica estudados, assim como questões técnicas relacionadas à má compreensão de trechos das entrevistas pelo telefone ou devido à conexão de internet, quando estes meios foram utilizados.