A arte em suspenso. Crítica, processo e a dimensão transcendente

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Soares, Lucas Jara
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
-
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27159/tde-10112014-143941/
Resumo: A presente pesquisa recupera o projeto de aproximação entre arte e vida, e considera, a partir da própria produção escrita no interior da academia, a distância entre arte e não-arte. Pensa-se que ao tornar aspectos da arte consciente, o artista contemporâneo que escreve aproxima-se da filosofia, e assim, confirma \"profecias\" do pensamento romântico anunciadas já no século XVIII. Em relação à tradição mais ampla a que se vincula esta filosofia, podemos verificar algumas das consequências mais radicais do projeto vanguardista de aproximação entre arte e vida. Pois durante aquele período, a arte foi reconhecida por uma série de pensadores como a prática humana de mais elevada significação. Compreendendo então a nós mesmos, contemporaneamente, muito à margem do campo tradicional da arte - e tomando liberdades de artista em relação à história -, reconsideramos noções centrais a esta tradição, como as de espiritualidade e genialidade, pensando-as em relação a proposições como a de que, após Duchamp, todos somos artistas, e qualquer coisa pode ser arte. Surpreendentemente, estas ideias já estavam de certo modo presentes no pensamento romântico quando então se considerou que todos somos gênios, e que teríamos apenas que atentar para as condições propícias a seu desenvolvimento. Reconhecendo então afinidades entre a filosofia e a arte no que se refere a um amplo projeto comum de operar sobre as limitações da experiência humana, e ao desejo de fazer ascender a potência do indivíduo, propõe-se a admissão da filosofia - não como coisa teórica ou abstrata, mas como modo de vida! - no lugar da arte. Compreende-se, claramente, que a filosofia não é unívoca, mas acredita-se na importância da consideração poética da profunda potência de transformação de toda aquela [filosofia] que admite a possibilidade de sua realização na vida, como arte.