Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2015 |
Autor(a) principal: |
Vieira, Fernando Gil Portela |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-09102015-133553/
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Resumo: |
Este trabalho aborda, em uma visão de conjunto, as prisões realizadas pelo Tribunal do Santo Ofício da Inquisição Portuguesa contra doze cristãos-novos pertencentes à linhagem familiar dos Calaças, acusados de observarem a religião judaica. Por meio da reconstituição das trajetórias dos réus inseridos neste tronco parental, analisa-se a perseguição inquisitorial contra o grupo a partir de dois pressupostos: o desmantelamento dos laços familiares e os variados graus de vinculação à tradição sefardita. Os cenários da trama histórica são a cidade portuguesa de Elvas, em meados do século XVII, e o Rio de Janeiro no início do século XVIII, as duas ocasiões em que os Calaças são enviados aos cárceres do tribunal da fé, em meio a ondas de prisões que superam seu universo familiar. A tese pretende contribuir para a compreensão dos laços que uniam os cristãos-novos entre si e os limites da solidez desses vínculos, tomando como ponto de partida a perspectiva familiar. São privilegiadas as fontes inquisitoriais, em especial os processos contra os Calaças encarcerados, além de outros documentos produzidos no âmbito do tribunal da fé. Contudo, empregam-se também fontes primárias externas à instituição, como textos coevos críticos à limpeza de sangue, registros notariais e legislações, de modo a estender o horizonte analítico da pesquisa. |