Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Ferreira, Beatriz |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11132/tde-04052020-164402/
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Resumo: |
O sistema bancário brasileiro passou, a partir da década de 1990, por um período de aumento significativo da concentração, ensejado por programas governamentais que criaram um ambiente consentâneo aos processos de fusões e aquisições. Apesar da vigorosa implicação social do aumento da concentração, virtualmente nenhum estudo na literatura nacional se dedicou a analisar o impacto das fusões e aquisições na eficiência dos bancos comerciais brasileiros no período mais recente. É justamente sobre a investigação desta problemática que o presente trabalho se debruça. Por meio da utilização da análise de fronteira estocástica, estimou-se uma fronteira de custos translog para o período de 2000 a 2019. Para tanto, fora utilizado um painel desbalanceado, obtido a partir dos dados trimestrais dos conglomerados financeiros e instituições individuais disponibilizados pelo BCB (2019a). A estimação foi viabilizada pela utilização do modelo de Greene (2005) e de Kumbakhar, Lien e Hardaker (2014), sendo que o último forneceu as estimativas analisadas no trabalho. Os resultados evidenciam que a eficiência em custo dos bancos brasileiros é relativamente alta, cerca de 72%. A heterogeneidade das instituições não pode, porém, ser subestimada. A fim de identificá-la empiricamente, estimou-se o impacto de determinantes no termo de ineficiência. A eficiência transitória mostrou-se positivamente relacionada ao tamanho dos bancos, à alavancagem e a uma estrutura de ativos que privilegia operações de crédito. No que se refere ao impacto das F&As na eficiência, per se, foi verificado que os bancos públicos estaduais apresentaram, de forma geral, menor nível de eficiência que seus adquirentes no período ex-ante à aquisição. Constatação oposta foi verificada por parte da aquisição de bancos privados (em regra, mais eficientes que os compradores). Em ambos os casos, houve um hiato temporal entre o ato de concentração e a evidência do aumento da eficiência. A lacuna foi maior no caso dos bancos públicos devido, majoritariamente, a um dispêndio com o saneamento das fontes de ineficiência idiossincráticas dos mesmos no período imediatamente posterior à aquisição. De forma geral, observou-se que as F&As aumentaram a eficiência das instituições consolidadas, especialmente após o segundo ano da consolidação. Os fatores determinantes neste resultado foram: (i) exploração de economias de escala e escopo - em especial relacionadas ao efeito de escala da tecnologia e da expansão de portfólio;(ii) aumento da notoriedade das instituições, o que reduz o custo de captação; (iii) fechamento de agências redundantes e (iv) redução das despesas de pessoal. |