Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Oliveira, Ivanilson Alves de |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5151/tde-24112010-173937/
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Resumo: |
INTRODUÇÃO: O modelo eslastase-induzido de aneurismas tem se destacado, nos últimos anos, porque simula as características geométricas dos aneurismas intracranianos humanos. A elastase destrói as fibras elásticas e dilata as artérias. A papaína é uma enzima que ainda não foi usada com esta finalidade. Os objetivos deste estudo foram determinar se a papaína produz aneurismas saculares em coelhos, e comparar suas características macroscópicas e histológicas com as dos aneurismas elastase-induzidos. MÉTODO: Dezoito coelhos brancos Nova Zelândia (1,9-3,2 kg) foram divididos em 3 grupos: I- elastase (n=7), II- papaína (n=8) e III- cirurgia controle (n=3). Os animais foram submetidos à exposição cirúrgica do pescoço, sendo que a artéria carótida comum direita foi usada como teste e a artéria carótida comum esquerda como controle. No 21° dia após a cirurgia, os animais foram sacrificados para retirada das artérias, tomada de suas medidas e análise histológica. Considerou-se formação de aneurisma quando a artéria teste dilatou em relação ao seu controle. RESULTADOS: Não houve aneurismas no grupo cirúrgico controle. Houve formação de aneurismas nos grupos elastase (71,4%) e papaína (100%). A diferença do diâmetro das artérias testes e seus respectivos controles não foi significativa (p= 0,15) entre os grupos elastase (média= 1,2 ± 0,4mm) e papaína (média= 2,1 ± 0,4mm), embora houvesse tendência deste último à maior dilatação . A histologia demonstrou que a papaína produziu maior tendência à lesão endotelial, à trombose (p = 0,01) e à inflamação parietal do que a elastase. A análise da fibrose intimal foi prejudicada em 50% dos casos do grupo papaína devido à trombose acentuada. Não houve diferença significativa entre os grupos quanto ao espessamento parietal (p=0,81) e ao grau de destruição das fibras elásticas (p= 0,009). CONCLUSÕES: A papaína produz aneurismas com tamanhos semelhantes aos da elastase, contudo a papaína provoca maior lesão endotelial, maior trombose e maior inflamação do que a elastase |