Tratamento de perfurações radiculares em dentes de cães com Agregado Trióxido Mineral (MTA) e cimento Portland com e sem cloreto de cálcio.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: Broon, Norberto Juarez
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25138/tde-16082005-165816/
Resumo: Diversos materiais têm sido utilizados para selar as perfurações e atualmente o Agregado Trióxido Mineral (MTA) vem obtendo bons resultados. Devido à semelhança desse material com o cimento Portland e a utilização dos aditivos na construção civil, feitos a base de cloreto de cálcio, o propósito deste trabalho foi avaliar a resposta dos tecidos periodontais inter-radiculares de dentes de cães, após perfurações e selamento com ProRoot MTA, MTA-Angelus e cimento Portland branco, aos quais se adicionou ou não cloreto de cálcio a 10%. Fizeram parte da pesquisa 4 cães, de 18 a 24 meses de idade, dos quais foram utilizados 36 dentes (pré-molares superiores e inferiores), perfurados com uma broca STP 58 (2,15 mm X 0,585 mm), em baixa rotação, no terço cervical da raiz mesial, em direção à furca. As perfurações foram seladas imediatamente com os materiais em teste. Após 90 dias, os animais foram sacrificados por perfusão e as peças, processadas para análise microscópica, obtendo-se cortes com 5 µm de espessura, abrangendo o local da perfuração e a área adjacente. Os resultados mostraram neoformação de tecido mineralizado, fechando total ou parcialmente as perfurações, porém, com inflamação, especialmente nos dentes onde houve extravasamento de material selador. O teste estatístico de Kruskall-Wallis demonstrou não haver diferença estatisticamente significante entre os materiais testados (p>0,05). Todos os materiais com e sem cloreto de cálcio, mostraram resposta favoravél, criando condições biológicas que favoreceram o reparo no local da perfuração e nos tecidos periodontais inter-radiculares.